Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Carlos questiona segurança da Presidência após suicídio de empresário em evento com ministro

 Empresário se matou após fala do governador do Sergipe; ‘mais uma falha’, afirma filho do presidente 

Paulo Beraldo e Vinícius Passarelli, especial para O Estado

04 de julho de 2019 | 12h42
Atualizado 04 de julho de 2019 | 16h57

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, usou as redes sociais para comentar o suicídio de um empresário em evento com o governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, e o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, nesta quinta-feira, 4. Carlos questionou a segurança do evento e também da Presidência. 

“Mais uma falha de segurança. Seria bom a segurança do Presidente ficar mais atenta”, escreveu em seu Twitter compartilhando reportagem do Estado sobre o tema. 

A instituição responsável pela segurança do presidente da República é o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), criticada por Carlos recentemente. O comentário provocou mal-estar no governo, já que o general Augusto Heleno, chefe do GSI, é um dos principais conselheiros e ministros mais próximos de Jair Bolsonaro. 

A primeira crítica de Carlos se deu após um sargento da Força Aérea Brasileira ter sido preso por portar 39 quilos de cocaína em um avião da comitiva presidencial que iria ao G-20, no Japão. 

“Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente aqueles oferecidos pelo GSI?. Sua grande maioria podem (sic) ser até homens bem intencionados e acredito que sejam (sic), mas estão subordinados a algo que não acredito. Tenho gritado em vão há meses internamente e infelizmente sou ignorado. Estou sozinho nessa, podendo a partir de agora ser alvo mais fácil ainda tanto pelos de fora tanto por outros.” 

Em Sergipe, segundo relatos de pessoas que presenciaram o suicídio, o empresário Sadi Gitz se levantou após a fala do governador, ameaçou dizer algumas palavras e se matou. Ele teria entrado em falência por conta do alto preço do gás.

Procuradas pelo Estado, a assessoria do Gabinete de Segurança Institucional informou que não compete ao órgão a segurança de ministros de Estado e a assessoria do Ministério de Minas e Energia alegou que a responsabilidade pela segurança do evento era do Governo de Sergipe.

A assessoria do governo sergipano informou que o evento era privado e destinado a empresários e que, por isso, não havia detectores de metais. O local escolhido foi um hotel. 

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