Dida Sampaio / Estadão
Dida Sampaio / Estadão

Carlos Bolsonaro pede licença da Câmara Municipal do Rio

Motivo não foi informado, assim como o prazo em que o filho '02' de Jair Bolsonaro ficará ausente

Caio Sartori e Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2019 | 11h18
Atualizado 10 de setembro de 2019 | 14h55

RIO - O vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho “02” do presidente Jair Bolsonaro, pediu licença não remunerada da Câmara Municipal do Rio. O pedido foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira, 10, e se limita a dizer que o motivo é para tratar de assuntos particulares — uma das possibilidades previstas pela Casa.  

A medida é permitida pelo regimento interno da Câmara. O vereador pode ficar ausente por até 120 dias — e o suplente só será convocado em caso de licença superior a esse período.

Carlos, conhecido pela influência que exerce sobre a comunicação do governo Bolsonaro, já havia se afastado do cargo durante a eleição do ano passado, a fim de ajudar na campanha do pai. O vereador também já foi visto mais de uma vez despachando em Brasília, já durante o mandato do presidente e sem ter solicitado licença no Rio. 

Famoso pela avidez com que gerencia seu perfil no Twitter, Carlos escreveu ontem que “por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos”.

Sabe-se que o vereador está cansado da política e cogita não buscar a reeleição ao cargo em 2020. No momento, ele vive uma disputa interna na família Bolsonaro com um de seus irmãos, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), para definir quem será o candidato do clã à Prefeitura do Rio em 2020.

Enquanto Flávio, que preside o PSL local, chegou a lançar a pré-candidatura do deputado estadual Rodrigo Amorim, Carlos está mais alinhado com o pai e defende o nome de alguém como o deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), que é mais próximo a Bolsonaro. 

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