Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Carlinhos Cachoeira é preso pela PF no Rio

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região julgou habeas corpus e restabeleceu a prisão do contraventor, do empresário Fernando Cavendish, dono da Delta, além de mais três acusados

Mariana Sallowicz e Marcia Furlan, O Estado de S. Paulo

28 Julho 2016 | 12h48

BRASÍLIA - O contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso novamente pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 28, no Rio de Janeiro, após a decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) desta quarta, 27, que julgou habeas corpus e restabeleceu a prisão do contraventor, do empresário Fernando Cavendish, dono da Delta, além de mais três acusados. Cachoeira foi levado para presídio de Água Santa, na zona norte.

Cachoeira e Cavendish tinham sido presos na Operação Saqueador, que investiga supostos desvios de recursos de obras públicas, mas tinham deixado o presídio Bangu 8, no Rio, no último dia 11, após conseguirem o direito de cumprir prisão domiciliar. Eles deveriam sair com tornozeleira eletrônica, mas como não havia equipamento disponível, ficaram sob vigilância de agentes federais.

O julgamento do mérito do habeas corpus (HC) foi feito pela 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) que restabeleceu a prisão preventiva dos acusados. Ele ainda podem recorrer da decisão. Ontem mesmo o juiz Marcelo da Costa Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, expediu novos mandados para a prisão preventiva.

A procuradora regional da República, Monica de Ré, defendeu no julgamento que a permanência dos acusados em liberdade representa risco de voltarem a praticar os crimes. A procuradora reivindicou ainda que os recursos "saqueados dos cofres públicos" deveriam ser devolvidos para "suprir o déficit do Estado do Rio de Janeiro".

A Saqueador foi deflagrada pelo Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro no dia 30 de junho. A operação investiga supostos desvios de R$ 370 milhões em obras públicas atribuídas à Construtora Delta, que era controlada por Cavendish. Além do empresário, foram denunciadas mais 22 pessoas que estariam envolvidas no esquema de lavagem envolvendo verbas públicas federais.

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