DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Cardozo rebate acusações de Aníbal sobre 'farsa' em inquérito do cartel

Ministro da Justiça afirmou que 'calúnias' de ex-secretário de Energia do governo Geraldo Alckmin (PSDB) serão incluídas num processo criminal contra tucano que corre na Justiça

Ricardo Chapola, O Estado de S. Paulo

21 Fevereiro 2015 | 05h00

Atualizado às 13h55.

SÃO PAULO - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, rebateu nesta sexta-feira, 20, as acusações feitas contra ele pelo ex-secretário de Energia do governador Geraldo Alckmin, José Aníbal (PSDB).

Em entrevista exclusiva ao Estado, o tucano, que era citado no inquérito sobre o cartel de trens arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que Cardozo ajudou a forjar o que chamou de "farsa".

Em nota, o ministro disse que as declarações classificadas por ele como "injuriosas" serão incluídas num processo criminal contra Aníbal que já está correndo na Justiça.

"Essas novas declarações igualmente injuriosas e caluniosas, ensejarão também as medidas judiciais cabíveis", escreveu Cardozo na nota.

Simão Pedro. Também alvo de Aníbal, o secretário de Serviços do prefeito Fernando Haddad, o deputado licenciado Simão Pedro (PT-SP), repudiou as críticas feitas pelo tucano.

Por meio de nota, o petista afirmou que não vai se intimidar com as ameaçar de Aníbal.  "Já movi contra ele no ano passado uma queixa-crime que tramita no Judiciário pelas insistentes declarações que vem fazendo", disse. Se José Aníbal diz que uma das testemunhas é chantagista, deveria explicar isso melhor, e se for o caso, denunciar a chantagem à polícia".

O secretário de Haddad ressaltou que "nunca acusou" Aníbal ou outros políticos nas denúncias que encaminhou ao Ministério Público de São Paulo. Simão Pedro disse "ter cumprido com seu dever".

"Tenho consciência de que cumpri com meu dever de representante da população paulista e de fiscalizador das ações do Executivo e de que agi com decoro e dentro das prerrogativas parlamentares garantidas pelas Constituições do Estado de São Paulo e do Brasil", afirmou o petista.

O ex-diretor da Siemens e delator do cartel, Everton Rheinheimer, acusado por Aníbal de dar um depoimento sem provas contra ele, não foi localizado pela reportagem. Foi a colaboração que Rheinheimer deu à Justiça que deu origem ao inquérito arquivado pelo STF.

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