Cardozo diz que PF não vazou dados sobre operação contra Cachoeira

O ministro da Justiça rebateu ainda os argumentos do advogado de Demóstenes Torres, Antonio Carlos de Almeida Castro, de que as provas contra o senador seriam nulas

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

04 de abril de 2012 | 17h23

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quarta-feira, 4, que as informações divulgadas pela imprensa a respeito da operação que prendeu o empresário do jogo do bicho Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira, não vazaram da Polícia Federal. Entre os dados tornados públicos estão conversas do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e de outros parlamentares. A oposição tem reclamado de "vazamento seletivo" de informações.

 

"Acho muito ruim que informações vazem. Garanto que não vazaram da Polícia Federal. A partir do momento que você tem o processo podendo ser acessado por dezenas de advogados, dezenas de pessoas, é óbvio que é impossível controlar esse tipo de informação", afirmou o ministro.

 

Ele destacou que a investigação está em andamento há três anos e as informações só vazarem recentemente. "Apenas eu garanto que não houve vazamento nenhum da Polícia Federal. Durante o período em que o processo estava na Polícia Federal não houve vazamento".

 

O ministro rebateu ainda os argumentos do advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro, de que as provas seriam nulas. "A Polícia Federal cumpriu rigorosamente seu papel. Os fatos são colocados sob a luz do sol nos autos. Caberá agora ver como os tribunais apreciarão esses fatos." Cardozo afirmou ainda ser natural o questionamento por Castro ser advogado de um dos investigados.

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