Cardozo diz que Marta participará de campanha de Haddad em SP

Segundo o ministro da Justiça, Marta entrará na campanha em agosto, quando começa a propaganda eleitoral de rádio e TV

Ariel Palacios, correspondente em Buenos Aires

07 Junho 2012 | 15h44

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, declarou nesta quinta-feira, 7, durante uma visita à capital argentina que a ex-prefeita paulistana Marta Suplicy "é uma companheira histórica do Partido dos Trabalhadores" e que "estará na campanha do Fernando Haddad". O ministro afirmou em tom confiante: "não tinha dúvidas disso".

Cardozo, em declarações aos correspondentes brasileiros em Buenos Aires, preferiu não comentar os motivos que levaram Marta Suplicy a adiar sua participação na campanha para agosto, quando começa a propaganda eleitoral de rádio e TV.

"Não sei o que aconteceu...não sei se houve problemas pessoais. Não vou entrar em detalhes, porque não sei. Mas a Marta estará na campanha. Ela tem uma presença muito forte na cidade". Além disso, segundo o ministro, Marta "é uma petista incorporada à vida do partido".

Cardozo participou da reunião de cúpula de ministros da Justiça e da Segurança do Mercosul e Estados associados. Os ministros discutiram em Buenos Aires o combate ao narcotráfico e o tráfico de pessoas, além de formas de acelerar o acesso da população à Justiça nos países da região.

O ministro disse que também participará da campanha: "participarei, seguramente. Será uma campanha forte. Não posso participar durante a semana. Mas, nos fins de semana quero estar, dedicando-me muito à campanha dele".

Cardozo sustentou que era muito cedo para fazer previsões eleitorais sobre uma eventual vitória do candidato petista à prefeitura de São Paulo. "É cedo para elaborar previsões. Acho que nós podemos vencer. Quando, se no primeiro ou segundo turno? A vida dirá...".

O ministro não descartou participar de campanhas em outras cidades. "Isso é coisa que varia de ministro para ministro. Eu fui secretário-geral do PT. Então, além de participar em São Paulo, nos fins de semana, desde que seja solicitado, eu irei a outras cidades fazer campanha.

Mensalão. Cardozo preferiu não fazer comentários sobre o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), marcada para 1º de agosto."Eu não posso tecer considerações a respeito, porque seria, de minha parte, muito impróprio, uma vez que afeta outro poder. Se eu fosse deputado, poderia falar. Mas, como ministro da Justiça não posso fazer comentários sobre o assunto. O que posso dizer é que o Judiciário tem os seus tempos e saberá decidir da forma certa sobre a questão."

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