Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Cardozo diz que Dilma pode vir a depor no plenário do Senado

No entanto, o ex-advogado-geral da União confirmou que a presidente afastada Dilma Rousseff não irá para seu interrogatório na Comissão Especial do Impeachment

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2016 | 18h56

BRASÍLIA - O ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, confirmou que a presidente afastada Dilma Rousseff não irá para seu interrogatório na Comissão Especial do Impeachment, mas que deve se pronunciar no dia da votação, no plenário do Senado.

"Vamos reservar sua presença ao plenário, se ela achar que deve vir. Presidentes da República, em geral, não vão a comissões. Eles são representados por ministros. O espaço para a presidente é o plenário", defendeu. O advogado negou que a presidente esteja acuada, com receio de enfrentar os senadores. "Se tem uma questão que a presidente não tem, é medo", disse. 

Dilma confirmou nessa tarde, via Twitter, que não participaria da sessão. Em seu lugar, Cardozo poderá trazer uma mensagem da presidente, mas estará impedido de responder a questionamentos dos senadores. 

"Ficará ao critério da comissão. No que depender de mim, estou disposto a responder todas as questões. Por enquanto, o espaço previsto é para um depoimento pessoal da presidente", disse o advogado. Ele informou que ainda vai conversar com Dilma para definir as diretrizes da mensagem.  

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.