Cardozo diz que aprovação de Fachin é vitória da sociedade

Ministro, que chegou a enviar secretário para acompanhar de perto a votação, minimizou as dificuldades para aprovar nome

BEATRIZ BULLA, O Estado de S. Paulo

19 de maio de 2015 | 20h50

Brasília - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, minimizou as dificuldades enfrentadas pelo governo para aprovar o nome do jurista Luiz Edson Fachin ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao comemorar o resultado da votação no Senado. "É uma vitória da sociedade brasileira. É um jurista com densidade acadêmica inegociável, reputação ilibada, um nome que está à altura para aquela que é a mais importante Corte do País", disse Cardozo.

"Não é uma questão de governo ou oposição. É uma questão do Estado brasileiro", completou.

A aprovação de Fachin no Senado levou mais de um mês desde a indicação do advogado pela presidente Dilma Rousseff. Antes de ser aprovado na Casa, Fachin enfrentou a sabatina mais longa da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e focos de resistência por parte de senadores da oposição e também do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). 

Questionado sobre as dificuldades com o Congresso, Cardozo disse considerar "legítimo que senadores busquem esclarecimentos" sobre um nome indicado ao Supremo e considerou o processo de escolha como "extremamente positivo".

"Na medida em que nós (governo) éramos solicitados, fizemos os esclarecimentos devidos aos senadores", disse o ministro, concluindo que os parlamentares foram "muito bem informados" no último mês sobre o advogado paranaense. 

Cardozo conversou com a presidente Dilma Rousseff para informá-la do resultado. Um secretário do ministro estava no Congresso no momento da votação no plenário do Senado. 

De acordo com Cardozo, o governo já trabalhava com a aprovação do indicado por Dilma. "Tínhamos já a avaliação de que a maior parte dos senadores estava convencida e o prognóstico foi confirmado", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.