Cardozo defende reforma política que fecha portas à corrupção

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, defendeu mudanças no sistema político para fechar as portas à corrupção no País. Ele classificou o sistema político brasileiro de anacrônico e afirmou que é preciso acabar com o financiamento empresarial aos partidos nas eleições.

ADRIANA FERNANDES E LISANDRA PARAGUASSU, Estadão Conteúdo

15 de março de 2015 | 20h38

"Nos parece indiscutível na atual conjuntura para uma necessária mudança do sistema político eleitoral, anacrônico que ainda temos", afirmou. Depois de anunciar o envio em breve ao Congresso Nacional de um pacote de medidas combate à corrupção, prometido pela presidente Dilma Rousseff, durante as eleições presidenciais, Cardozo afirmou que o governo está aberto ao diálogo para que sociedade apresente sugestões de mudanças. Essa foi a resposta do governo às manifestações de hoje.

O ministro classificou os protestos como democráticos, com poucos incidentes, com padrões de legalidade e o mais "absoluto" respeito à ordem. Para ele, as manifestações confirmam que o Brasil vive um estado democrático, que admite a divergência e que está muito longe de qualquer alternativa golpista. "Um País que demorou tantos anos para conquistar a sua democracia e tem hoje os princípios democráticos confirmados na Constituição. As manifestações revelaram isso", afirmou Cardozo.

Segundo o ministro, o governo está atento e revela a disposição de ouvir as vozes das ruas. "Sempre estará aberto ao diálogo. Não há democracia sem diálogo", disse. Para Cardoso, que nas manifestações de hoje e de sexta-feira, de apoio à presidente Dilma, há um encontro de identidade: o desejo de combate firme e vigoroso à corrupção e impunidade.

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