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Cardozo defende Haddad e exalta MEC no governo Lula

Depois de uma hora reunido com a presidente eleita, Dilma Rousseff, o secretário-geral do PT, o deputado José Eduardo Cardozo (SP), defendeu na tarde de hoje o ministro da Educação, Fernando Haddad. Cardozo minimizou as falhas ocorridas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Ministério da Educação (MEC) é uma das pastas que o PT quer manter. Um dos nomes defendidos para o lugar de Haddad é o do senador Aloizio Mercadante (SP), que ficará sem mandato a partir de 1º de fevereiro de 2011.

EUGÊNIA LOPES, Agência Estado

17 de novembro de 2010 | 17h43

"Acho o ministro Fernando Haddad um excelente ministro. Obviamente esse tipo de situação não o atinge em nada. Agora quem vai ser o próximo ministro da Educação depende da presidente eleita", disse Cardozo, ao deixar a Granja do Torto. Ele culpou a gráfica pelos problemas ocorridos com as provas do Enem.

"Não vejo nenhuma razão para que o Enem seja desacreditado ou fazer uma avaliação depreciativa em relação à conduta do ministério. Muito pelo contrário: o Ministério da Educação foi um dos pontos fortes do governo Lula", afirmou.

Cardozo informou que Dilma não vai participar amanhã do seminário sobre erradicação da miséria, idealizado pela equipe do governo de transição e que será feito no Centro de Treinamento do Banco do Brasil. Segundo ele, a presidente eleita vai participar na sexta-feira da reunião do Diretório Nacional do PT.

''Blocão''

Um dos coordenadores da equipe de transição, Cardozo disse não "ver muito sentido" na participação do PT num bloco junto com o PMDB e mais quatro partidos. O "blocão" na Câmara - integrado pelo PP, PR, PTB e PSC, além do PMDB - contará com 202 deputados. Segundo Cardozo, Dilma não fez nenhuma análise sobre o bloco.

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