Dida Sampaio/AE - 07/11/2008
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Cardozo defende absolvição de Sarney no Conselho de Ética

Candidato à presidência do PT afirma que colegiado não é o fórum adequado para investigar denúncias

André Mascarenhas, do estadao.com.br,

19 de agosto de 2009 | 07h13

O deputado federal e candidato da corrente Mensagem ao Partido à presidência do PT, José Eduardo Cardozo, é favorável ao arquivamento dos processos contra os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) no Conselho de Ética.

 

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Em entrevista ao estadao.com.br na segunda-feira, 17, Cardozo disse que concorda com a avaliação de seu correligionário e também candidato à presidência do PT pelo Construindo um Novo Brasil, José Eduardo Dutra. No domingo, 16, o Estado publicou entrevista com Dutra na qual ele defendia a absolvição do presidente do Senado, Sarney, e do líder do PSDB na Casa, Virgílio.

 

Cardozo, no entanto, diz que é preciso aprofundar a discussão. Na opinião do deputado, "todos os fatos" envolvendo Sarney e Virgílio devem ser investigados, mas não pelo Conselho de Ética. Para ele, o Conselho é um órgão punitivo, onde as questões são levadas depois de conduzida uma investigação - papel atribuído pelo deputado à Corregedoria do Senado.

 

"O processo punitivo deve vir depois da investigação. Quando você leva uma questão como essa ao Conselho de Ética, acaba-se criando uma disputa política, e a questão ética vai para segundo plano", defende.

 

Cardozo cita o caso de Edmar Moreira (sem partido-MG), o deputado do castelo. "Embora (Moreira) tenha sido absolvido, logo que surgiram as denúncias, o ACM Neto (corregedor da Câmara) abriu o processo e pediu a cassação", exemplifica.

 

Acusado de uso inadequado da verba indenizatória, Moreira foi processado pela corregedoria, que pediu sua cassação ao Conselho de Ética. O colegiado, no entanto, absolveu o deputado.

 

Instituição preservada

 

Ainda segundo Cardozo, há uma questão institucional que deve ser considerada. Para ele, transformar o Conselho de Ética num palco de disputas políticas não resolve o problema do Senado. "Há momentos em que a instituição deve ser preservada", argumentou.

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