Cardozo cumpriu sua obrigação, diz Rui Falcão sobre investigação de cartel em SP

Presidente do PT reforça estratégia federal de rebater críticas de tucanos sobre atuação do ministro da Justiça no envio das denúncias contra o governo paulista à PF

Carla Araújo - Agência Estado

29 de novembro de 2013 | 11h01

São Paulo - O presidente nacional do PT, Rui Falcão, defendeu nesta sexta-feira, 29, a atuação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no caso do envio à Polícia Federal de denúncias sobre a suposta formação de cartel em licitações do setor metroferroviário em São Paulo. "Ele nada mais fez do que cumprir a obrigação constitucional. Ele é o ministro da Justiça, se recebe uma denúncia tem que mandar investigar", disse.

Falcão negou ainda que Cardozo esteja politizando o caso. "Eu vi manifestações do PSDB tentando caracterizar a atitude legal do ministro, obrigatória constitucionalmente, como se ele estivesse querendo tirar proveito político. Ele não fez isso, ele cumpriu a função dele", afirmou.

O posicionamento do presidente do PT reforça a estratégia do Planalto, que, com aval da presidente Dilma Rousseff, determinou que Cardozo responda às críticas. "É um direito dele. Se ele foi alvo de calúnia, injúria ou difamação, ele deve fazê-lo seja como pessoa física ou ministro de Estado", afirmou Falcão.

Em coletiva na tarde dessa quinta, 29, sem dar nomes, Cardozo disse que vai processar os tucanos que o acusam de direcionar a investigação para tentar abafar as prisões do mensalão. Nessa semana, lideranças do PSDB pediram a demissão de Cardozo e o chamaram de "aloprado", "farsante" e "manipulador".

Questionado se os tucanos estariam tentando desviar o foco das investigações, o presidente do PT disse que não sabe julgar a intenção das pessoas. "Estou vendo o fato concreto. Tem uma investigação em curso, tem um pedido de CPI na Assembleia (Legislativa de São Paulo) que nunca se consegue obter assinaturas. Era importante que na Assembleia o tema pudesse ter investigação", disse.

Sobre a influência das denúncias no processo eleitoral de 2014, Rui Falcão disse acreditar que a população estará mais voltada para eleição a partir de junho ou julho do ano que vem. Segundo ele, a principal preocupação da sociedade é manter conquistas como o nível de emprego, a evolução dos salários e o clima de liberdade. "Quem tem base para segurar essas conquistas é o nosso governo, que terá também que acenar para o futuro com propostas de melhoria nos serviços públicos e reforçar os pactos que a presidente formulou e estão em andamento", disse Falcão.

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