Cardozo confia no 'bom senso' para encerrar greve da PF

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que as negociações para o fim da greve da Polícia Federal (PF) continuam. "As conversas são com o Ministério do Planejamento e elas seguem. Da nossa parte, estamos sempre velando o cumprimento da lei", disse neste sábado durante visita à Bienal do Livro, em São Paulo, na companhia do candidato à Prefeitura da capital, Fernando Haddad (PT).

SUZANA INHESTA, Agência Estado

18 de agosto de 2012 | 17h53

Cardozo disse que a posição do Ministério da Justiça no caso acarretou na liminar deferida na sexta-feira pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibindo as operações-padrão da PF. "A decisão foi junto com a Advocacia-Geral da União (AGU) e nós também entendemos internamente que aqueles que abusarem do exercício de sua função e poderes que lhes são investidos devem ser punidos", declarou. "Tenho a convicção de que as lideranças sindicais atenderão a decisão judicial. Confio no bom senso. E, portanto, acho que liberdade de manifestação é livre, mas jamais o abuso das prerrogativas que estão dadas no poder judiciário", completou.

Mensalão

Questionado sobre o julgamento do mensalão, o ministro disse que está acompanhando o processo, mas que não pode se pronunciar sobre o assunto. "Como ministro da Justiça, não emito minha opinião. Seria uma interferência em outro poder, um equívoco da minha parte, mesmo que eu a tenha", explicou.

Na visita à 22ª Bienal Internacional do Livro, ao lado de Haddad, Cardozo comprou o livro "Vidas Investigadas: de Sócrates a Nietzsche", de James Miller.

Tudo o que sabemos sobre:
grevePolícia FederalCardozo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.