Carcereiro pode estar envolvido em ameaças a petistas

O Instituto de Criminalística de Brasília confirmou que as ameaças encaminhadas por e-mail a parlamentares do PT eram procedentes dos computadores do carcereiro Édson Simões Amparo, de 51 anos, residente no distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá.Detido no último dia 26 de janeiro, em sua casa, Amparo, que está licenciado há seis meses do serviço público por problemas psiquiátricos, negou a autoria das mensagens, que tinham a assinatura da Frente de Ação Revolucionária Brasileira (Farb).Ele chegou a levantar a hipótese de alguém ter copiado a sua senha da internet, fato que foi contestado pela perícia, após analisar as duas centrais de processamento apreendidas na residência do carcereiro."As mensagens encaminhadas aos parlamentares petistas encontravam-se íntegras no equipamento do acusado, fato que só vem reforçar a nossa suspeita", afirmou nesta quinta-feira o delegado Cássio Luiz Guimarães Nogueira, que preside o inquérito na Polícia Federal, em Santos. Ele disse que, diante das novas evidências, não só o carcereiro, mas todas as pessoas que residem na mesma casa, como a esposa e o filho adolescente, serão convocados a prestar novo depoimento.Os equipamentos e uma série de anotações manuscritas, contendo o endereço eletrônico dos deputados e senadores petistas, foram recolhidos pela PF, em janeiro, sendo submetidos à análise do Instituto de Criminalística, em Brasília.Na ocasião, o carcereiro, que teve a sua prisão temporária decretada pela Justiça Federal, negou a autoria das ameaças, afirmando que nem ele e nem o filho de 15 anos, também sob suspeita, sabiam lidar com computadores, insinuando que outras pessoas poderiam ter manuseado os equipamentos ou até copiado a sua senha.No rastreamento inicial feito pela PF, apurou-se que as mensagens foram enviadas entre meia-noite e 3 horas, num dia de semana, o que praticamente afastou a hipótese de que outras pessoas poderiam ter utilizado o computador. O depoimento de uma técnica em Informática, que prestava assistência a Amparo, foi fundamental para incriminá-lo, já que foi ela quem instalou a internet no computador do carcereiro."Fechamos o círculo contra o equipamento e agora, com o laudo da perícia, as provas são contundentes contra ele", avaliou o delegado, que deverá intimá-lo a prestar novo depoimento, na semana que vem.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.