'Caras-pintadas' realizam segundo ato 'Fora Collor' em Maceió

Manifestação será promovida por estudantes, sindicalistas e militantes dos movimentos sociais

Ricardo Rodrigues, correspondente de O Estado de S.Paulo,

26 de agosto de 2010 | 10h53

MACEIÓ - Estudantes, sindicalistas e militantes dos movimentos sociais voltam às ruas de Maceió nesta quinta-feira, 26, para a segunda manifestação "Fora Collor", em mais um protesto contra a candidatura do senador Fernando Collor ao governo de Alagoas, pelo PTB.

 

A concentração dos 'caras-pintadas' desta vez será na complexo estudantil do Cepa (Centro de Pesquisas Aplicadas), que fica no bairro do Farol. De lá, os manifestantes vão sair em passeata pela avenida Fernandes Lima em direção ao Centro da cidade, onde será realizado um ato público.

 

Até quarta-feira, 25, os organizadores do protesto estavam limitando a divulgação do ato público, para evitar o que aconteceu no primeiro "Fora Collor", realizado no dia 11 de agosto, 18 anos depois do movimento histórico que culminou com o impeachment do ex-presidente Collor, em 1992.

 

Na manifestação anterior, quase houve confronto entre os 'caras-pintadas' e apoiadores do senador, que também realizavam uma passeata pelo Centro de Maceió. Na Praça Sinimbu, os grupos rivais trocaram agressões verbais e provocações. A Polícia Militar precisou fazer um cordão de isolamento, para evitar o confronto.

 

Nesta quinta-feira, a PM reforçou o contingente de policiais no Cepa e na região central da cidade para evitar confrontos ou quebra-quebra em prédios públicos.

 

"Nossa proposta é dizer a todos que estamos preocupados com a candidatura do senador Collor, que representa um retrocesso muito grande para Alagoas. Mas neste ato, faremos também um repúdio aos candidatos acusados de assassinatos que disputam as eleições este ano", disse o advogado Adriano Argolo, que é um dos coordenadores do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

 

Segundo Argolo, o MCCE é formado por advogados, sindicalistas, estudantes de escolas públicas e particulares e lideranças dos movimentos sociais. "Lutamos pela moralização do pleito e contra os candidatos que representam um perigo para a sociedade, como é o caso de Collor que já foi afastado da presidência por corrupção", afirmou Adriano.

 

A Juventude do PTB promete um ato semelhante, em apoio a Collor. "Não sei o porquê apenas o nome do senador Collor tem gerado um movimento como este. E logo em período eleitoral? Isso é muito estranho", questionou o presidente nacional da Juventude do PTB, Anderson Xavier.

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