Candidatura Temer sai fortalecida

Após apoio do PSDB a Viana, petistas aderem ao peemedebista

DENISE MADUEÑO, O Estadao de S.Paulo

31 de janeiro de 2009 | 00h00

Na Câmara, o apoio do PSDB no Senado ao petista Tião Viana (PT-AC) produziu um efeito colateral inusitado: o fortalecimento da candidatura de Michel Temer (PMDB-SP). O impacto positivo para o presidente do PMDB apareceu logo cedo, quando Temer recebeu a visita do deputado Fernando Melo (PT-AC). Na contabilidade da campanha do PMDB, os três petistas do Acre eram computados como voto perdido. Ontem, no entanto, Melo fez questão de comunicar pessoalmente sua adesão à candidatura Temer.Ainda pela manhã, o candidato do PT a presidente do Senado, que na véspera telefonara eufórico a Temer, para falar da conquista dos tucanos, ligava novamente para dar outra boa notícia: acabara de conseguir mais dois votos dos acreanos para o PMDB da Câmara."O cenário mudou muito nas últimas 24 horas", comemorou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que passou o dia no apartamento funcional de Temer, onde fica o comando central da campanha.A cúpula do PT na Câmara também trabalha duro para consolidar a vantagem do candidato peemedebista e garantir a vitória em primeiro turno. À frente da operação, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) e o futuro líder petista na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP).Diante do favoritismo de Temer, seus adversários Aldo Rebelo (PC do B-SP), Ciro Nogueira (PP-PI) e Osmar Serraglio (PMDB-PR) querem elevar o quórum da eleição para o cargo. Os três s apresentarão questão de ordem para que a vitória no primeiro turno só seja considerada se um dos candidatos obtiver 257 votos, a maioria absoluta dos 513 deputados.De acordo com a regra adotada desde a elaboração do regimento interno em 1989, a eleição é decidida em primeiro turno quando um candidato tem a maioria absoluta dos votos válidos, e não a maioria do total dos deputados. Se os votos válidos forem de 400 deputados, por exemplo, é eleito o candidato que obtiver 201 votos. Esse quórum já foi questionado em eleições passadas, sem sucesso.

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