Candidatura de Tebet é "um escândalo", diz senador do PMDB

A candidatura do ministro da Integração Nacional, Ramez Tebet, para o cargo de presidente do Senado, conforme ficou acertado hoje em reunião da cúpula peemedebista, não serviu para pacificar nem o PMDB nem o PFL. "O lançamento do nome de Tebet é um escândalo e uma ofensa aos senadores da bancada do PMDB", reagiu o senador José Fogaça (PMDB-RS), que também tem a intenção de disputar a presidência da Casa.Segundo senadores do PMDB, com a decisão de Tebet de disputar a indicação dentro do partido, a bancada perde também espaço no ministério. Para o lugar de Tebet a cúpula do PMDB estaria indicando o assessor especial da presidência, Wellington Moreira Franco.Mas as informações sobre os planos do presidente Fernando Henrique para o Ministério ainda são desencontradas, uma vez que há rumores de que ele poderia aproveitar o momento para extinguir a pasta. "Qual o político que vai assumir um cargo no governo para ficar dois meses", indagou Fogaça, excluindo a possibilidade de o cargo continuar com um parlamentar.Quanto ao PFL, o senador Jorge Bornhausen, presidente do partido, manteve-se discreto publicamente e disse esperar a decisão da bancada do PMDB que se reunirá às 19 horas para eleger, em votação secreta, o candidato à presidência do Senado. Mas, na avaliação de pefelistas, o nome de Tebet não acalma os ânimos do Senado e acirra ainda mais as divergências entre PMDB e PFL.A bancada do PFL da Bahia, por exemplo, não deverá votar no senador, por conta de seu comportamento, que os baianos consideraram parcial, à frente do Conselho de Ética por ocasião do julgamento do ex-senador Antonio Carlos Magalhães.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.