Candidatura de Itamar pode sair na segunda

O governador de Minas, Itamar Franco (PMDB), poderá lançar-se mesmo candidato à presidência nacional do partido, em eleição que acontece no dia 9 de setembro, apesar de ter negado a intenção de fazê-lo por duas vezes esta semana . Manifestação de apoio à candidatura de Itamar deve ser dada na segunda-feira, quando diversas líderes da ala não-governista do PMDB, entre eles o presidente interino da legenda, senador Maguito Vilela (PMDB-GO), e o deputado Paes de Andrade, encontram-se em Belo Horizonte para a inauguração da nova sede do partido na capital.Segundo aliados do governador, o lançamento da candidatura será feito por representantes do PMDB do Rio Grande do Sul, de São Paulo e do Rio de Janeiro. Hoje o deputado federal Hélio Costa (PMDB-MG) disse que conversou com o governador e que ele mostrou-se simpático à idéia de tentar eleger-se presidente da Executiva Nacional do partido, desde que tenha seu nome endossado por lideranças nacionais. Se obtiver sucesso na empreitada, Itamar resolveria vários problemas, na opinião do deputado.Com o governador mineiro no comando do partido, explicou, aumentariam significativamente as chances de um desligamento definitivo do PMDB do governo federal, com o enfraquecimento interno do grupo que ainda apóia e até faz parte da equipe de Fernando Henrique Cardoso - formado, entre outros, pelo deputado baiano Geddel Vieira Lima, o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha (RS), e o próprio presidente do Congresso, Jader Barbalho (PA), inimigos de Itamar.O PMDB também tenderia a aprovar, sob a batuta de Itamar, a tese de candidatura própria à Presidência e o governador teria caminho livre para ser o escolhido. Apesar disso, o senador mineiro José de Alencar (PMDB), que pode ser considerado um ex-aliado do governador, lembrou que, aceitando ser candidato à presidência nacional da legenda e vencendo a disputa, em setembro, Itamar se veria forçado a pedir licença do governo mineiro bem antes do que pretendia.A explicação é que Itamar entrou na Justiça recentemente para tentar retirar o senador Jader Barbalho do cargo de líder nacional da Executiva peemedebista. A alegação do governador foi que, ocupando a presidência do Senado e do PMDB, o paraense estaria ferindo o estatuto do partido, que proíbe que seu comandante formal acumule a função como a de presidente em uma casa legislativa ou mesmo de governador de Estado. Para Alencar, um pedido de licença seria prova de coerência de Itamar, na hipótese de levar adiante a intenção de presidir o PMDB.

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