Candidatura de Garcia tem rejeição até entre aliados

A candidatura de Marco Aurélio Garcia ao comando do PT revelou mais um capítulo das divergências que separam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de seu partido. Preocupado com a independência da cúpula do PT em relação ao seu governo, Lula quer que Garcia - assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais - assuma a cadeira hoje ocupada pelo deputado Ricardo Berzoini (SP). O problema é que até mesmo petistas do antigo Campo Majoritário, sua corrente, resistem a homologar o nome de Garcia.A eleição que renovará a cúpula do PT, com voto dos filiados, deveria ocorrer em 2009, mas foi antecipada para dezembro. Lula pediu que Garcia entrasse no páreo para substituir Berzoini antes mesmo de o presidente do PT afirmar que não queria concorrer à reeleição.No 3º Congresso do PT, promovido há 24 dias, integrantes da chapa Construindo um Novo Brasil (ex-Campo Majoritário) lançaram Garcia. A partir daí, porém, começou a chiadeira, principalmente por parte de deputados federais.

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