Candidatura de ex-ministro de Dilma mostra que governo não intefere na disputa na Câmara, diz Geddel

Ministro do governo Temer afirmou ainda que o processo está em andamento e que o governo precisa 'continuar dando tempo'

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

12 de julho de 2016 | 13h59

Brasília - O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, afirmou nesta terça-feira, 12, ao chegar para almoço da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) que a candidatura do ex-ministro Marcelo Castro (PMDB) para a sucessão de Eduardo Cunha na presidência da Câmara mostra que o governo do presidente em exercício, Michel Temer, não está interferindo no processo. "Essa primeira escolha do Marcelo Castro é a primeira demonstração inequívoca que o governo não está se envolvendo no processo", disse.

Geddel afirmou ainda que o processo está em andamento e que o governo precisa "continuar dando tempo". "A minha expectativa é e continua sendo a de que possamos ter ao fim um número menor de candidatos. Se não todos disputam e no segundo turno vamos ver quem é o presidente da Câmara", disse.

O ministro negou que o número de candidatos acima do desejado pelo governo seja um racha na base e citou a interferência do governo Dilma Rousseff como um erro do governo passado. "Qual é o racha? É uma disputa democrática, não tem racha. Há um tempo atrás se criticou muito porque o governo interferiu numa disputa entre o ex-presidente Eduardo Cunha e o Arlindo Chinaglia. Aquilo foi atribuído como a razão do racha. Aí, quando o governo não interfere, se pergunta sobre racha", disse.

Geddel afirmou ainda que o governo Temer está deixando claro que o processo precisa resguardar a autonomia da Câmara. "Preferíamos e se pudéssemos influir é que houvesse um entendimento global na base. Se não há qualquer movimento nosso pode ser interpretado como preferência por A ou B e aí, sim, causar racha. Portanto, deixe que a Casa se manifeste, a maioria se estabeleça", disse, ressaltando que todos os candidatos que têm se colocado estão declarando seu apoio ao governo.

Perguntado se a postura do governo seguiria a mesma no segundo turno, o ministro afirmou que é preciso esperar. "Vamos aguardar o segundo turno chegar. Quando o segundo turno chegar, lhe garanto que, você me procurando, eu falo", disse.

Geddel ficou poucos minutos no almoço que está sendo oferecido pela FPA ao presidente Temer. Logo depois de sua chegada, ele deixou o local acompanhado do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) e do ex-deputado Sandro Mabel.

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