'Candidatura de Dilma em 2010 está morta', diz analista

Marco Antonio Villa diz que ministra ficou enfraquecida e que agora virou a 'madrasta do dossiê'

Andréia Sadi, do estadao.com.br,

29 de março de 2008 | 07h23

A candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República em 2010 está "natimorta" após o episódio do dossiê de gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A afirmação é de Marco Antonio Villa, historiador e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Segundo o analista, com as denúncias, Dilma enfraqueceu e agora virou a "madrasta do dossiê".   Veja também:   'Candidatura de Dilma em 2010 está morta', diz analista Dossiê contra FHC foi decisão de governo Dilma admite 'banco de dados' sobre FHC e nega dossiê Briga entre FHC e Lula antecipa debate sobre sucessão Os ministros caídos  Entenda a crise dos cartões corporativos  IMAGENS: Os momentos de 'amor e ódio' de FHC e Lula    "A ministra está em uma situação muito difícil, a política é muito dinâmica. Ontem, era a Mãe do PAC, agora é a madrasta do dossiê. Ela não chama o dossiê de dossiê, e sim de banco de dados. Independentemente da denominação, é uma tentativa do governo de chantagear a oposição", disse o professor ao estadao.com.br.   Villa lembrou a impunidade nos escândalos do governo e disse que, sem apuração, aparecerão ainda "inúmeros dossiês". "Existe uma verdadeira central de fabricação de dossiês na Casa Civil , afinal são dezenas de assessores que não tem o que fazer, e querem chantagear a oposição. Mas acho que nada será apurado e teremos inúmeros dossiês, o que é um enorme desserviço a sociedade, porque despolitiza a sociedade", criticou.   O analista diz ser possível que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva possa vir a se candidatar em 2010 e não tenha que transferir seus votos a algum candidato. No entanto,não acredita em uma mudança constitucional.   "Pode ser que ele não transfira os votos em 2010, pode ser que ele mesmo seja o candidato. Depende muito da situação eleitoral até o fim deste ano. Acho difícil ele propor uma alteração constitucional, mas não acho impossível. Isso vai depender como os candidatos o desempenho.Mas é claro que vai influenciar as eleições (de 2010)", disse.   Para Villa, o presidente terá dois candidatos, um do PT e outro dos partidos de sustentação. " Tudo indica que o governo terá mais de um candidato e colocará toda máquina a favor do candidato", disse.

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