Candidatos tentam mostrar diferenças no último discurso

Os três candidatos à presidência da Câmara reclamaram nesta quinta-feira a independência do Parlamento em relação ao Executivo e buscaram demarcar suas diferenças no último discurso antes da eleição. Aldo Rebelo (PCdoB-SP) fez um pronunciamento conciliador, tentando atrair as diferentes forças políticas. Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi mais corporativo, defendendo a Casa e seus representantes, e Gustavo Fruet (PSDB-PR) insistiu na sua independência em relação ao governo Candidato à reeleição, Aldo destacou a importância da eleição para a presidência da Câmara e bateu na tecla do equilíbrio de forças na Casa. Durante a campanha, Aldo questionou se os parlamentares deveriam dar tanto poder ao PT, que já ocupa o principal posto do poder Executivo. "Creio que o Brasil precisa da unidade. O Brasil e esta Casa precisam do equilíbrio entre as forças políticas que porventura apóiem o governo e o equilíbrio entre as forças da oposição", defendeu Aldo, que recebeu muitos aplausos durante os 20 minutos em que pediu apoio à sua candidatura. Arlindo Chinaglia, apontado como favorito na disputa, saiu em defesa da Câmara e repetiu cinco vezes que não permitiria a intimidação da Casa. "Não posso conceber um Parlamento acuado, pautado por quem quer que seja", disse, sem apontar nomes, acrescentando que não aceitará generalizações e críticas injustas à Câmara. "Não vamos assistir passivamente ataques injustos à instituição e a um parlamentar. Quando alguém ataca o parlamento, mesmo sem intenção confessa, está atacando a democracia", proclamou. O tucano Gustavo Fruet defendeu a soberania da Câmara em relação ao Palácio do Planalto e repetiu seu bordão de campanha: "Eu sou a Câmara, eles são governo". Fruet buscou se diferenciar dos adversários retomando a crise que se abateu sobre o Congresso e fazendo uma indagação: "Onde estava cada personagem na crise dos últimos quatro anos? Eu não estava nessa crise", afirmou, insistindo que a votação seria uma escolha entre o "continuísmo ou a tentativa da construção de um caminho para a superação da crise".

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