Candidatos mostram propostas para SP em seminário

Os candidatos a prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, do PP, Ivan Valente, do PSOL, e Renato Reichmann, do PMN, participaram hoje do seminário "Gestão Pública - Reestruturando o Município de São Paulo", organizado pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), na zona oeste da capital paulista. Durante a semana, o seminário recebeu todos os candidatos para falar sobre seus planos de governo. Maluf entrou no auditório mandando beijos para os estudantes, foi o mais aplaudido e reuniu o maior número de espectadores, cerca de 400. "Meu lema não é relaxa. É pressa. São Paulo tem pressa", provocou, em referência à adversária Marta Suplicy, do PT. A candidata pela coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB), quando ministra do Turismo, no auge da crise aérea no País, em junho de 2007, deu o conselho "relaxa e goza" aos passageiros que enfrentavam dificuldades nos aeroportos.Ainda com a ex-prefeita petista na mira, Maluf criticou os corredores de ônibus criados por ela. "Há 10 anos os ônibus faziam uma velocidade média de 20 quilômetros por hora. Com esses corredores, a média é 11 quilômetros". Por outro lado, Maluf teceu elogios ao prefeito e candidato à reeleição pela coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC), Gilberto Kassab. Questionado se sentia arrependimento por ter apoiado o ex-prefeito Celso Pitta, que o sucedeu na Prefeitura, respondeu com um ditado: "Nunca se explique: os amigos não precisam e os inimigos não acreditam". Ele ressaltou, no entanto, que não julgou seu apoio errôneo, uma vez que Pitta "foi um ótimo secretário de Finanças". Ele alegou ter errado só ao indicar Pitta sem conhecer bem sua mulher, Nicéa Pitta, autora das denúncias de irregularidades na Prefeitura. O candidato também criticou a política monetária do Banco Central. "A diretoria do BC deveria ser condenada à prisão perpétua", disse, ao atacar os aumentos da taxa básica de juros (Selic). "Essas decisões vão contra a vontade da povo."PropostasIvan Valente, candidato da coligação "Alternativa de esquerda para São Paulo" (PSOL, PSTU), defendeu que a prioridade de um futuro governo seu é "universalizar direitos, distribuir renda e garantir cidadania plena a todos". Ressaltou que sua candidatura representa "o resgate dos princípios da coerência e a reconstrução do imaginário da esquerda". Valente criticou Marta ao citar que na gestão dela houve redução de 30% para 25% da parcela do orçamento municipal destinada à Educação.Renato Reichmann, que não pontuou nas últimas pesquisas de intenção de voto, ressaltou que sua eleição "é improvável, mas não impossível". E desculpou-se pela pouca experiência em falar em público. "Peço desculpas se me perco um pouco. Faltam-me horas de vôo na experiência de dar palestras". Reichmann prometeu, se eleito, priorizar a Educação. "De imediato vou contratar 12 mil professores. É impossível ter educação de qualidade com apenas um professor em salas cheias", disse. "Orçamento tem, é questão de gestão."CampanhaA candidata Soninha Francine, do PPS, fez campanha pelas ruas. Durante a manhã, caminhou pelo comércio da Vila Mariana, zona norte da cidade. À tarde fez corpo-a-corpo pelo bairro Parque Novo Mundo, também na zona norte. À noite, participa da Conferência Regional dos Direitos Humanos, no Belenzinho, zona leste, e assiste a um espetáculo em teatro na zona sul.Levy Fidélix, do PRTB, à tarde passeou pelo centro da capital paulista com carros de sua campanha. À noite, visita bases de candidatos a vereador do partido, na zona oeste. Edmilson Costa, do PCB, durante à tarde gravou seu programa de campanha para a TV e à noite participa da "Cervejada Sindicalista", organizada pelos sindicalistas da legenda, em bar da região central. Ciro Moura, da coligação "Tostão contra o Milhão" (PTC, PT do B), cumpriu agenda interna.

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