Candidatos elegem Fortunati como alvo em Porto Alegre

Líder isolado nas pesquisas, com alguma possibilidade de ser reeleito prefeito de Porto Alegre no primeiro turno, José Fortunati (PDT) foi o alvo dos concorrentes durante debate promovido pela Rádio Pampa na tarde desta quarta-feira. Ao longo das rodadas de perguntas e respostas entre os candidatos, o pedetista teve de se defender tanto dos questionamentos diretos quanto dos cruzados, feitos entre os outros participantes do encontro. Os temas se repetiram, em torno de saúde, educação, segurança e obras da Copa do Mundo de 2014.

ELDER OGLIARI, Agência Estado

26 de setembro de 2012 | 19h53

Logo na apresentação, Manuela D''Ávila (PC do B) disse que pode governar "de maneira mais eficiente que a atual administração" enquanto Roberto Robaina (PSOL) criticou os gastos de R$ 800 milhões com a Copa do Mundo afirmando que o valor daria para construir dez hospitais. Adão Villaverde (PT) avaliou que as obras foram feitas sem planejamento adequado e prometeu rever o cronograma.

"Conquistamos obras de mobilidade que estão acontecendo, sendo executadas, melhorando o transporte coletivo, reabrindo leitos hospitalares e informatizando a área da saúde", sustentou Fortunati. O prefeito também foi questionado pelo candidato do PSTU, Érico Correa, pelas isenções fiscais à construção da Arena do Grêmio e doações que recebeu de empresas da construção civil. "As doações são legais e registradas, tanto que os dados estão em suas mãos", rebateu Fortunati.

Jocelin Azambuja (PSL) e Wambert Di Lorenzo (PSDB) discutiram a proposta do primeiro, que quer transferir para a União o pagamento do salário dos professores municipais. "Isso não está ao alcance do prefeito resolver", respondeu o tucano, referindo-se à necessidade de obter a improvável concordância do governo federal para viabilização de um acordo.

Na pesquisa mais recente, feita pelo Ibope e publicada no sábado pelo jornal Zero Hora, Fortunati tinha 45% das intenções de voto na modalidade estimulada e era seguido por Manuela, com 28%, Villaverde, com 10%. Os demais candidatos tinham índices inferiores a 2%. A sondagem entrevistou 805 eleitores entre os dias 18 e 20 de setembro e o resultado tem margem de erro de três pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TRE/RS sob o número 182/2012.

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