Candidatos do Rio vão insistir em campanha nas favelas

Apesar das dificuldades de acesso impostas por traficantes de drogas e integrantes de milícias que dominam favelas cariocas, os candidatos à Prefeitura do Rio disseram que não deixarão de se aproximar dos eleitores mais pobres. Um dia depois da ameaça feita por criminosos a jornalistas que acompanhavam Marcelo Crivella (PRB) na Vila Cruzeiro, sete candidatos ouvidos pela reportagem disseram que não vão se deixar intimidar pela existência de "currais eleitorais" nem pela presença de bandidos armados durante suas visitas às comunidades. No sábado, fotógrafos de três jornais foram obrigados por traficantes, um deles armado com um fuzil, a apagar de suas câmeras fotografias feitas durante o corpo-a-corpo - mais tarde as imagens foram recuperadas graças a um software. Os traficantes apareciam em fotos registradas quando o candidato tentava cumprimentá-los. "Não aceito isso. Fico inconformado ao ver que na cidade em que nasci, eu, senador, tenho que ficar pedindo autorização ou ficar tolerando meninos armados de fuzil", disse Crivella. Ninguém foi visto armado nos pontos por onde ele passou ontem. Jandira Feghali (PC do B) contou que nunca passou por constrangimentos. "A gente não vai lá apenas para pedir voto. Ando com lideranças locais que têm trabalhos realizados. Nenhum de nossos 200 candidatos a vereador tem ligação com traficante ou milícia", afirmou.Eduardo Paes (PMDB) lembrou que nenhum candidato pode prescindir do contato direto com as comunidades. "Mas não vou me submeter a critérios de bandidos", ressalvou. Para Fernando Gabeira (PV), é importante que as idas às favelas sejam mantidas, para que os moradores se sintam integrados à cidade. Alessandro Molon (PT) disse que é preciso garantir a segurança dos militantes que moram nas comunidades. Solange Amaral, candidata do DEM, apontou para o descontrole no setor de segurança pública no Rio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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