Candidatos do PSDB não emplacam, diz Lula

O provável candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse esta manhã que os candidatos do PSDB não "emplacam". O comentário foi feito ao repercutir a pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem, na qual os tucanos - José Serra, Jereissati e Paulo Renato - têm menos de 1% de voto, segundo o levantamento. Na pesquisa, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), aparece em segundo lugar, atrás apenas de Lula, que lidera com 21%. "Os candidatos do PSDB não emplacam e o PFL está empurrando na goela do PSDB a sua candidatura", afirmou Lula após participar do seminário Orçamento Participativo, realizado na Assembléia Legislativa.Apesar de reconhecer que os candidatos tucanos não estão tendo um bom desempenho, Lula não acredita que o PSDB abrirá mão de indicar um candidato próprio para a disputa presidencial de 2002.Sobre o crescimento de Roseana nas pesquisas, Lula considera que o resultado "é fruto de merchandising de uma campanha extraordinária feita na televisão, em que o partido (PFL) não existe. Existe apenas uma mulher", disse. Para ele, o crescimento da governadora do Maranhão nas pesquisas só poderá ser comprovado, de fato, ao longo do tempo, já que a pesquisa foi realizada durante a exibição da propaganda de Roseana na tevê. "Pesquisa com um ano de antecedência não vale absolutamente nada. Pode valer para a disputa interna, mas não para o eleitorado", disse.Lula afirmou ainda que acha ?muito difícil" o PSDB lançar um outro nome para a sucessão presidencial além dos três candidatos tucanos que vão disputar a prévia do partido. "Acho muito difícil nessa altura alguém ter uma carta escondida, a não ser que esteja (a pessoa) sendo fabricada em outro planeta, ou em um laboratório."Orçamento participativoDurante seminário sobre Orçamento Participativo, uma das principais bandeiras do PT, Lula saiu em defesa do governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, que abriu mão do orçamento participativo para 2002. "O que aconteceu com ele é que houve queda no orçamento e o Zeca não conseguiu cumprir as metas determinadas no ano passado. Então, agora ele vai priorizar essas obras e fazer um esforço imenso para cumprir tudo o que o povo havia demandado anteriormente", declarou. Segundo Lula, não é a primeira vez que um prefeito não consegue cumprir as metas. "Às vezes acontece isso porque não entra a verba necessária. Mas o que precisamos entender é que o orçamento participativo não é contingencial e sim tem que ser uma perseguição cotidiana, de todos os partidos políticos, para que a gente consolide isso como prática no Brasil", afirmou. Para Lula, ao assumir a incapacidade de aplicar o orçamento participativo em 2002, Zeca do PT foi de uma "honestidade singular".

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