Candidatos disputam 50 mil votos do PSOL em Sorocaba

Renato Amary (PMDB) e Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) tentam atrair apoio do partido

José Maria Tomazela, de O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2012 | 17h45

SOROCABA - Com a decisão do PSOL de se manter neutro em Sorocaba, os candidatos à Prefeitura que estão no segundo turno, Renato Amary (PMDB) e Antonio Carlos Pannunzio (PSDB), correm atrás dos quase 50 mil eleitores que votaram no socialista Raul Marcelo no primeiro turno.

 

A pequena diferença entre os dois - Renato tem 44% e Pannunzio 39%, segundo a última pesquisa Ibope - tornou a campanha acirrada. O tucano invoca a semelhança de princípios éticos para se credenciar ao apoio dos simpatizantes do PSOL. Pannunzio deixou claro que esperava a adesão do PSOL à sua campanha. Já para o peemedebista, a linha programática dos socialistas se identifica com a do PMDB.

 

Em nota, o PSOL afirma não recomendar o voto nos candidatos que disputam o segundo turno. "É nosso entendimento que essas candidaturas têm a mesma prática e projetos políticos similares, muito distantes dos objetivos que orientaram o PSOL no processo eleitoral", diz o partido.

 

A nota lembra que as candidaturas do PMDB e PSDB continuam sub judice, já que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não julgou definitivamente a aplicação da Lei da Ficha Limpa, pois restam recursos a serem julgados. Os dois candidatos tiveram as candidaturas impugnadas, mas foram absolvidos no TSE. Pannunzio e Amary disseram que a liberação de suas candidaturas é irreversível.

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