Candidatos defendem ampliação do ensino técnico

O candidato do PT a governador, Aloizio Mercadante, e o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, utilizaram boa parte do horário gratuito de hoje à noite na TV para defender a ampliação do ensino técnico no Estado - tanto das escolas (Etecs) quanto das faculdades (Fatecs).

Agência Estado

23 de agosto de 2010 | 21h54

Mercadante abriu sua inserção com críticas à educação e disse que sua primeira medida, se for eleito, será acabar com o sistema de aprovação automática na rede estadual, trazendo de volta a figura do "velho boletim". Para reforçar o discurso, usou a imagem da mãe de um aluno que reclamou da qualidade do ensino. O filho dela está na quinta série, mas, segundo ela, não sabe ler nem escrever.

Mercadante, no entanto, reconheceu que o PSDB fez coisas boas, como as Escolas Técnicas Estaduais (Etecs). "São boas, mas são para poucos", afirmou, salientando que vai ampliar o ensino técnico e adotar no ensino médio normal, progressivamente, a educação em tempo integral, além de criar o Batalhão de Proteção Escolar e instalar câmeras de segurança em todas as escolas.

O programa do PSDB destacou que Alckmin está de volta, "mais experiente, mais preparado, à altura do Estado de São Paulo", antes de listar os objetivos do candidato se for eleito: ampliar as vagas nas Faculdades de Tecnologia (Fatecs) - hoje existem 49 prédios, 51 cursos e 40 mil alunos -; ampliar o Poupatempo (23 postos em São Paulo) de 100 mil para 140 mil atendimentos diários; e investir em hospitais e Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs). Segundo a propaganda, "a saúde em São Paulo deu uma virada" sob a administração tucana, com a colaboração dos AMEs - "criados pelo Serra", como lembrou Alckmin.

Já Celso Russomanno, do PP, criticou a saúde pública em São Paulo, apresentando usuárias do sistema que reclamaram da demora na marcação de consultas tanto nos AMEs quando no Sistema Único de Saúde (SUS).

Paulo Skaf, do PSB, reclamou do pouco tempo que tem na propaganda eleitoral gratuita - uma divisão "não democrática", segundo a inserção. Para superar essa desvantagem, voltou a apostar no emprego da internet: assim que o programa eleitoral do PSB acaba, Skaf permanece por meia hora no site skaf.com.br respondendo a questões dos internautas.

A maioria dos demais candidatos repetiu o programa exibido à tarde. Fábio Feldmann, do PV, defendeu "tolerância zero" no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas. O programa do PSOL, com o candidato Paulo Bufalo, focou na reforma agrária como opção para a solução deste problema no País. O PCB trouxe o candidato a vice, Wagner Farias, pregando a ação organizada do povo e dos trabalhadores para mudar o atual sistema político. Anaí Caproni, do PCO, criticou a polarização dos grandes partidos, como PT e PSDB. E Luiz Carlos Prates, o Mancha (PSTU) foi na mesma linha, com críticas às gestões do PT e do PSDB.

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