Candidato tucano em Vitória rebate acusações na TV

Alvo de uma campanha difamatória em redes sociais na qual é descrito como alcoólatra e usuário de drogas, o candidato do PSDB à Prefeitura de Vitória (ES), Luiz Paulo Vellozo Lucas, apresentou depoimentos de seus três filhos, André, Laura e Rafael, durante seu programa desta segunda-feira (15) à noite na TV para rebater as acusações e mostrar o sofrimento de sua família.

ALFREDO JUNQUEIRA, Agência Estado

16 de outubro de 2012 | 12h01

Ex-prefeito, ex-deputado federal e apontado pelas pesquisas como candidato favorito no primeiro turno, o tucano foi surpreendido pela arrancada do adversário Luciano Rezende (PPS), que obteve 39,14% dos votos. Vellozo Lucas ficou em segundo lugar, com 36,69%, e atribuiu a derrota parcial ao que chamou de "campanha sórdida e suja", com efeitos principalmente no eleitorado evangélico.

"Fizeram uma campanha sórdida e suja contra a minha imagem, usando candidatos laranjas, redes de intrigas na cidade, falando um monte de inverdades para o público evangélico, os ambulantes, os funcionários públicos. Coisas que afetam a minha honra e a minha dignidade. Afetaram a minha família. E eu estou aqui hoje para dizer para você que isso não é verdade", disse, emocionado, o tucano, em seu programa de TV. "Foram mentiras em que as pessoas que estão desavisadas podem acreditar. Foi isso o que aconteceu no primeiro turno", concluiu.

O tucano, no entanto, não é apenas uma vítima de uma campanha agressiva de segundo turno. Todos os seus programas de TV desde o reinício do horário eleitoral, começam com acusações contra Rezende. A última é de que o candidato do PPS teria oferecido cargos em um futuro governo ao candidato derrotado do PSOL, Geraldo di Biase, para que ele agredisse o tucano ao longo da campanha de primeiro turno. Também foram exibidas imagens da então candidata Iriny Lopes (PT) criticando o adversário do PPS. O programa questiona se dá para acreditar em um candidato que promete mudanças, "mas que usa velhas práticas políticas".

Embora tenha optado por fazer programas apenas propositivos, o candidato do PPS não evita polêmicas quando é questionado sobre as trocas de acusações. Ele nega qualquer participação sua ou de pessoas de sua campanha nas acusações disseminadas contra o adversário nas redes sociais. Mas acusa o tucano de ser autor de fraudes em material de campanha e de usar panfletos preconceituosos por causa de suas alianças políticas - em especial com o senador Magno Malta (PR), que tem grande aceitação entre os evangélicos.

"Nossa campanha tem sido feita em cima de propostas. Nos últimos dias de campanha no primeiro turno, nós fomos atacados por panfletos com insultos produzidos pela campanha do Luiz Paulo. Houve uma empresa clandestina de Minas Gerais que ligava para a casa das pessoas ofendendo a mim e à deputada Iriny. E também falsidade ideológica, com a distribuição de panfletos falsos atribuídos à minha campanha", disse Rezende ao Estado.

Além de uso de drogas e alcoolismo, as acusações de tentativa de compra de apoio político, distribuição de panfletos apócrifos e falsificação de material de campanha prometem tornar o segundo turno ainda mais quente na capital do Espírito Santo.

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