SERGIO CASTRO | ESTADAO CONTEUDO
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Candidato em Barueri vai tirar R$ 1 mi do bolso

Vice reservou mais R$ 200 mil; chapa promete cobrir 100% dos gastos com recursos próprios

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2016 | 17h22

Sorocaba - Candidato a prefeito de Barueri pelo PSDB, Rubens Furlan já participou de oito eleições, mas é a primeira vez que está de lápis na mão fazendo contas dos gastos com a campanha. Ele e o vice José Roberto Piteri (PPS) decidiram cobrir 100% das despesas com recursos próprios.

Furlan informou à Justiça Eleitoral ter destinado R$ 1 milhão à campanha, e R$ 200 mil foram a cota do vice. “Estamos vivendo momentos difíceis e as pessoas não têm condições de apoiar as campanhas, por isso eu e meu vice estamos espremendo nossas economias para cobrir os gastos”, disse. “Como a gente sabia que ia precisar, reservamos o dinheiro.”

Prefeito da cidade quatro vezes, ex-deputado estadual e federal e empresário, Furlan declarou patrimônio de R$ 6,2 milhões, disparado o maior entre os quatro candidatos que disputam a prefeitura. Apenas um dos concorrentes, Saulo Goes (PSOL), declarou uma doação, de R$ 3 mil. Os outros dois registraram zero de receita até a semana passada.

Recursos. O candidato tucano conta que, da campanha de 2008 para cá, a situação mudou muito. “Se eu tinha 240 pessoas, incluindo as moças que agitavam bandeiras nos cruzamentos, agora tenho 40. Se der o dinheiro, contrato mais 60 até a eleição.”

Com menos pessoal, os gastos com refeições e combustível também caíram. Furlan diz que as restrições da legislação eliminaram propagandas caras, como outdoor e painéis extensos. “Fizemos placas menores, de 1,5 metro, que saem por R$ 3 cada uma, ficou bem barato.”

As grandes carreatas foram substituídas por “jipadas”, uma forma mais econômica de ir para as ruas. “Saio num jipe, com um caminhãozinho de som, e quatro ou cinco carros levando bandeiras, só isso. Não tem todo aquele aparato de antes.”

Furlan elogia a proibição das doações de empresas. “Acabou aquele jogo de interesse em que se pedia algo em troca do apoio financeiro”, diz o candidato.

 

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