Candidato do PSDB precisa crescer, diz Virgílio

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Arthur Virgílio, disse, nesta quinta-feira, que o candidato do PSDB a presidente em 2002 precisa crescer nas pesquisas de intenção de voto.?Eleição não é concurso de títulos, é voto?, afirmou ele, ao comentar o resultado da pesquisa CNT/Sensus. O levantamento mostra o avanço da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), em segundo lugar, com 23,7% das intenções de voto, e a estagnação do ministro da Saúde, José Serra (PSDB), o tucano melhor colocado, com 5,5%, em sexto lugar.Arthur Virgílio disse que ainda ?é cedo? para falar na possibilidade de o candidato tucano ocupar a posição de vice numa chapa encabeçada por Roseana. Mas deu ?parabéns? à governadora pelo desempenho na pesquisa e disse que, pessoalmente, não exclui nenhuma possibilidade.Ele reiterou, porém, a intenção do PSDB de ter candidato próprio nas eleições de 2002 e reafirmou que são ?grandes? as possibilidades de o partido eleger o sucessor do presidente Fernando Henrique Cardoso.Para isso, afirmou, é preciso ?ir para a rua?. ?O dever nosso agora, de tucanos, é fazer nosso candidato crescer. Ele tem que crescer, porque aí a gente vai poder falar uma linguagem que é muito forte em eleição: a linguagem dos números?, disse, admitindo, no entanto, que o candidato do partido ainda não está definido.Aparentemente, o preferido de Fernando Henrique, Serra, disputa a indicação com o governador do Ceará, Tasso Jereissati, enquanto corre por fora a opção pelo presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves (PSDB-MG).As declarações de Arthur Virgílio foram dadas no momento em que parece cada vez mais distante a possibilidade de o PSDB manter a aliança com o PFL e o PMDB em 2002, pelo menos no primeiro turno. ?Se não der para ir no primeiro turno, a gente vai unir-se no segundo, se houver respeito mútuo?, disse ele.

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