Candidato do PP afirma que não tem contas no exterior

O candidato do PP à prefeitura de São Paulo, Paulo Maluf, afirmou que não tem contas no exterior. "Eu acho que o homem público está sujeito a certos tipos de acusações, denúncias vazias, mas isso não me deixa triste. A filha que me acusaram que não era minha eu fui tirar o DNA, fui humilhado e depois até sou obrigado a dizer que a filha não era minha"."Todo meu dinheiro está aqui no Brasil investido em fundos. Minha declaração de bens desde 1967 é pública, apesentada na Justiça Eleitoral. Eu tenho mais de 20 declarações de bens públicas", garantiu.Ataques a promotoresQuestionado sobre os ataques feitos a promotores do Ministério Público, o candidato Paulo Maluf (PP) declarou que tem o maior respeito pelo órgão como instituição. "O que eu não respeito é que alguns promotores, que querem 15 segundos de fama, tenham uma relação incestuosa com redação de jornal e de televisão, dão um documento como se fosse exclusividade e querem julgar. O promotor não tem de julgar, ele tem de denunciar. Quem julga é o juiz."Sobre a questão do governo suíço ter mandado documentos para o Ministério Público relacionando Paulo Maluf a contas e transações financeiras feitas no exterior, o ex-prefeito garantiu que não teve acesso a esses documentos. "Esse é o crime contra mim. Eu não tenho acesso porque está sob segredo de Justiça, mas vocês (os jornais) têm acesso porque é dado criminosamente por ?baixo do pano?. É isso que está errado. Esta relação incestuosa", afirmou. ?Animal em extinção?O candidato acredita que é um ?animal em extinção? já que em 37 anos de vida pública no mesmo partido, não tem uma condenação penal, mora na mesma casa há 40 anos, a declaração de seus bens é pública desde 1967 e é casado com a mesma mulher há 49 anos. "Sou um animal em extinção. Procure alguém nas mesmas condições que eu. Estar no mesmo partido, casado com a mesma mulher e morar na mesma casa. Eu sou um político que entrou com muitas posses, mas muitas. Não tenho um jornal, não tenho uma estação de televisão nem concessão de rádio", declarou.Maluf afirmou que não gostaria de ter um veículo de comunicação porque acredita que ´todo político que na política consegue uma concessão do governo, de uma certa maneira ele compromete a sua independência.".

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