Candidato do governo sai em janeiro, diz Aécio

O presidente da Câmara, deputado Aécio Neves (PSDB-MG) disse hoje, após se reunir com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), no Palácio dos Bandeirantes, que a escolha do candidato do governo para suceder o presidente Fernando Henrique Cardoso ficará para 2002. "Acho que janeiro é o momento adequado", afirmou AécioOs dois estiveram reunidos por cerca de 1h30. Segundo Aécio, foi uma conversa entre "companheiros de vida política e de partido". "Falamos sobre a atual conjuntura política e econômica, sobre o PSDB, fizemos uma análise geral dos últimos acontecimentos e também conversamos sobre o futuro. Acredito que Alckmin terá um papel decisivo no processo de definição do nome do PSDB para a sucessão presidencial e para a consolidação dessa candidatura", disse Aécio.Entre os nomes citados por Aécio para suceder o presidente Fernando Henrique Cardoso, além de Alckmin, estão os ministros da Saúde, José Serra, e da Educação, Paulo Renato. Aécio, no entanto, evitou traçar um perfil do futuro candidato. "O fundamental é alguém que compreenda os avanços institucionais ocorridos no País, com ousadia para continuar a avançar, mas que assuma e reconheça os equívocos do atual governo. Alguém que inspire esperança, nós vamos chegar lá", afirmou.Na opinião do deputado mineiro, é necessário iniciar a discussão para a formação dos palanques regionais. Ele insistiu na participação do governador paulista nas futuras discussões para a escolha do candidato do PSDB. "Não vim aqui para lançar a candidatura dele, mas Alckmin é uma das lideranças mais expressivas do PSDB, todos o respeitam e admiram", disse.Para dar continuidade ao debate sobre o processo sucessório, Aécio convidou Alckmin para visitá-lo em Brasília, o que deve ocorrer dentro de 15 dias. Segundo Aécio, o estilo de Alckmin faz dele "o mais mineiro de todos os políticos paulistas". De acordo com Aécio, Alckmin é um exemplo de "lealdade e firmeza".Sobre a aliança do PSDB com PFL e PMDB, na sucessão presidencial Aécio afirmou que considera "fundamental" que seja reeditada em 2002. "Acho que o PSDB deve se dedicar a reedição da aliança. É um passo concreto e de extrema importância na busca da vitória", disse.O presidente da Câmara reconhece que é legítimo o desejo dos dois partidos aliados indicarem o cabeça de chapa, mas destacou que o PSDB também tem a "responsabilidade" de apresentar um nome. Aécio negou que seja um dos pré candidato tucano a presidência. "Digo sempre que meu caminho passa por Minas Gerais. Quero ajudar no processo mas não sou pré candidato", afirmou.

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