Candidato do DEM, ACM Neto busca manter acesa chama do carlismo

Ele se apresenta como o novo, umcandidato jovem, antenado com a modernidade, herdeiro dodestemor do avô e do estilo conciliador do tio. É assim que está se pondo para o eleitorado da capitalbaiana o candidato ACM Neto, do DEM (antigo PFL), neto doex-senador ACM, um dos políticos mais poderosos e polêmicosdas ultimas décadas, e sobrinho do ex-deputado Luis EduardoMagalhães, ambos já mortos. Pela primeira vez candidato a um cargo executivo, ACM Netolidera as pesquisas de intenção de voto para prefeito deSalvador, no comando de uma coligação de oito partidos (DEM,PR, PRB, PTN, PRP, PSDC, PTdoB e PTC) que terá cinco minutos emeio no horário da propaganda eleitoral e 290 nomes na disputapelas cadeiras da Câmara Municipal. Seu vice será o deputado Márcio Marinho (PR), bispo daIgreja Universal, que controla a Rede Record de Rádio e TV noEstado. A chapa foi homologada na quinta-feira, na convenção doDEM, com a presença dos ex-governadores Paulo Souto e CésarBorges, presidentes regionais do DEM e do PR, respectivamente. Chamado pelo ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) de"príncipe herdeiro do carlismo", ACM Neto foi apontado pelogovernador Jaques Wagner (PT) como seu "único adversário nopleito de Salvador". Wagner lembra que é a primeira vez em 18 anos que aconteceuma eleição na Bahia sem o carlismo no poder e que a suavitória em 2006 "mudou a face da política baiana, fortalecidacom nossa aliança com o presidente Lula". Para Wagner, ganharSalvador significa enterrar de vez o carlismo. ACM Neto não renega de todo o espólio carlista -- nele estáa maior fatia de seu eleitorado --, mas insiste que o grupopassa por uma grande renovação, da qual ele é o exemplo:"Existem marcas do carlismo que servem de exemplo mas não seespere hoje o que foi o passado. Temos a cabeça no presente e oolho no futuro". No seu pronunciamento, durante a convenção do DEM, fustigoua administração estadual petista, enfatizando o que classificoude fracasso na questão da segurança pública. Ao fim dodiscurso, porém, acenou aos adversários: "Somos oposição, maseleitos vamos procurar o diálogo e a parceria com o presidenteLula e o governador, numa relação institucional civilizada,inteligente e de resultados".

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