Candidato defende ?nomes de guerra? para equipe

O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, afirmou nesta quarta-feira (26) que colaboradores do seu programa de governo usam "nomes de guerra" para se proteger de eventuais perseguições políticas. Segundo o candidato, o procedimento também é adotado pelas Forças Armadas e por empresas privadas.

RICARDO CHAPOLA, JULIA DUAILIBI E FERNANDO GALLO, Agência Estado

27 de setembro de 2012 | 09h05

Segundo Russomanno, colaboradores de seu governo são funcionários da Prefeitura e de outros órgãos públicos e, por isso, precisariam se preservar. "A gente decidiu dar nomes diferentes para preservar a identidade da equipe", disse o candidato.

Questionado sobre a importância de a campanha ser transparente, o candidato disse que não tem de informar quem está ajudando com o programa. "Eu não tenho que dizer quem está me ajudando. Não tenho obrigação de fazer isso. A Constituição tem de ser respeitada. Não tem nada de ilegal ou de amoral nisso", disse sobre a manutenção em sigilo dos nomes dos colaborados.

Russomanno disse ainda que Carlos Alberto Joaquim, que se apresentava como coordenador do programa de governo com o nome de Carlos Baltazar, é um dos integrantes da equipe. Ele destacou que Joaquim, que se apresenta nas redes sociais como fotógrafo, é formado em Comunicação Social e tem pós-graduação em gerência de cidades.

O candidato afirmou ainda que, se vencer a eleição, vai apresentar sua equipe, formada por "bons funcionários públicos". Até lá, afirma Russomanno, seria necessário preservá-los. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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