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Candidato 'complica' saúde de Lula e pede oração

Em terceiro lugar na corrida pela prefeitura de Teresina, o senador petista Wellington Dias usou o estado de saúde do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para justificar a ausência do cabo eleitoral de luxo em uma carreata para vitaminar a campanha na capital do Piauí neste domingo (9).

DÉBORA BERGAMASCO, Agência Estado

07 de setembro de 2012 | 08h34

"A viagem foi cancelada por ordem médica, pois Lula não está bem de saúde. Os médicos constataram que sua imunidade se deteriorou." A versão foi duplamente desmentida pela assessoria de Lula: nem o ex-presidente participaria do ato de campanha nem está doente.

Sem a presença do ex-presidente, e apesar dos desmentidos oficiais, Dias encontrou uma saída para não desperdiçar o "fator Lula" em sua campanha. "Resolvemos fazer uma grande corrente de orações na cidade inteira pedindo para que ele se recupere logo."

A assessoria de Lula afirmou na quinta-feira (6) que a saúde do ex-presidente está ótima e que a próxima consulta médica será em novembro. Afirmou ainda que a data de sua presença em Teresina "não foi cancelada porque nunca havia sido confirmada". "É mentira, inventaram que ele iria e agora precisam de uma desculpa para justificar sua ausência", afirmou a assessoria, que esclareceu ainda que "não passou de uma prospecção".

Já o médico de Lula, Roberto Kalil, não foi localizado para comentar o assunto. Outra médica da equipe de Kalil explicou que não está autorizada a comentar sobre a saúde deste paciente.

Confrontado com as informações da equipe do petista em São Paulo, Dias admitiu ao jornal O Estado de S. Paulo que nunca houve uma data "exatamente fechada". "Como a saúde dele está muito delicada, nunca há exatamente uma confirmação da agenda", respondeu o candidato, invocando o exemplo de Minas Gerais, onde o petista visitou Belo Horizonte e deixou de fora Betim e Contagem.

O senador informou ainda que Lula havia manifestado o desejo de viajar até Teresina na semana passada. Entretanto, Dias avaliou que foi cuidadoso com a divulgação da visita de Lula na cidade. "Quando anunciei sua vinda, fui sempre preparando o povo, avisando que as eleições são importantes, mas que a saúde de Lula vem em primeiro lugar, é a prioridade."

Informado de que o ex-presidente já tem agenda confirmada para eventos na semana que vem em São Paulo, Santo André e São Bernardo do Campo, o candidato respondeu prontamente: "A ideia dos médicos é justamente que ele fique ali por São Paulo para não se desgastar. Aqui é muito sol, poeira, prejudica a garganta". Mas Lula também está confirmado em Salvador no dia 14. "Aí, tá vendo, pode ser a retomada da agenda no Nordeste. Quem sabe agora ele vem para cá também? Eu ainda tenho esperanças", rebateu Dias.

Perseverante, o senador, que já governou duas vezes o Piauí, descartou a hipótese de que o colega simplesmente não queira se desgastar em uma cidade em que o PT está em terceiro lugar, com 15,38% das intenções de voto, segundo o instituto Amostragem. "Negativo, não tem isso. Tanto que ele cancelou viagem em várias outras cidades, como Parnaíba, São Luís, Fortaleza. Estou animado com a disputa por aqui."

Para arrematar, o petista considera que nada está definido em Teresina e disse estar confiante em que vai virar o jogo. "Tenho grandes chances de ir para o segundo turno, porque os eleitores começam a definir seus candidatos só a partir do dia 10 de setembro. Já disputei muita eleição, sei do que estou falando", concluiu. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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