Candidata, Marta agora promete cortar impostos em SP

Na primeira entrevista na capitalpaulista após assumir a candidatura à prefeitura, Marta Suplicy(PT) disse que estuda reduzir impostos municipais, um dosprincipais motivos alegados por ela para a derrota na suatentativa de reeleição em 2004. "Com o orçamento que a prefeitura tem hoje, duas vezesmaior que o que tivemos, podemos diminuir a tributação dacidade de São Paulo", disse Marta a jornalistas. Sem apontar onde será a redução de impostos municipais, elaafirmou que pediu a uma equipe de sua campanha que analise ocorte. "Eu saí ontem do ministério (do Turismo), seria levianodizer que vai ser ali ou aqui. Está em estudo", afirmou. Marta admitiu que uma parcela da classe média paulistanaficou "desgostosa" com impostos criados em sua gestão(2000-2004), como as taxas de luz e de lixo, e que essadesaprovação pesou em sua derrota para José Serra (PSDB), hojegovernador, apesar da alta taxa de avaliação positiva dela nofinal da administração. "Hoje tenho esta percepção clara", disse ela. Marta afirmou que durante seu mandato a situação econômicaera diferente da de agora, com recessão e desemprego. A mudançade cenário, com a economia em alta, colabora para umadiminuição tributária. Ela exemplifica a melhora na situaçãoeconômica com o salto no orçamento da prefeitura que era de 8bilhões de reais em sua gestão e passou para 20 bilhões de reishoje. A gestão Serra aboliu a taxa do lixo e eliminou a taxa daluz para moradores de ruas onde não há iluminação. CHAPA PURA Até agora, o PT não conseguiu fechar alianças para acandidatura de Marta, após perder o PMDB, PR e PTB para osadversários, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e Geraldo Alckmin(PSDB). Marta ainda confia que conseguirá a adesão do chamado blocode esquerda, formado por PCdoB, PSB e PDT, apesar dasdificuldades que o PT vem enfrentando. Também há apossibilidade de PCdoB e PSB terem candidato próprio. "As negociações continuam. Nenhum martelo foi batidoainda", disse ela, referindo-se ao bloco de esquerda. O PDT,que apoiou Serra em 2004, "tem determinação maior" em apoiá-la,disse a candidata. Ainda assim, Marta afirmou que não vê problema em uma chapapura petista. "Quem tem 30 por cento nas pesquisas não se senteisolada nem sozinha." Quanto à participação do presidente Luiz Inácio Lula daSilva na campanha, Marta disse que ele virá a São Paulo"quantas vezes forem necessárias" e que "ele sabe a importânciada cidade de São Paulo para o PT". Disse ainda que seus adversários não apresentarampropostas. "Até agora, não vi nenhuma proposta do Alckmin, eleainda está brigando dentro do partido dele, e do Kassab eutambém não ouvi. Espero que com o amadurecimento da campanha agente possa discutir propostas." Antes da entrevista, Marta participou de almoço oferecidopor empresários e dirigentes do setor de turismo.

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