Candidata do PT em 2014 é Dilma, diz diretor do Instituto Lula

Paulo Okamoto descarta possibilidade de Lula sair candidato à Presidência e afirma que petistas vão trabalhar por reeleição

Gustavo Porto e Daiene Cardoso - Agência Estado

21 de janeiro de 2013 | 10h45

O diretor-presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, rechaçou a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se candidatar ao Palácio do Planalto em 2014. "A nossa candidata em 2014 chama-se Dilma Rousseff. Vamos trabalhar pela sua eleição, para que a gente continue neste governo extraordinário que, apesar das dificuldades, pode fazer muita coisa pelo Brasil", disse Okamoto, antes de participar de encontro com intelectuais da América Latina no Instituto Lula, na capital paulista, na manhã desta segunda-feira, 21.

Indagado se Lula poderia pleitear a candidatura ao governo do Estado de São Paulo, nas eleições gerais de 2014, Okamoto afirmou: "Eu acho que não, mas qualquer coisa tem que perguntar para o presidente (Lula)". De acordo com o diretor-presidente do instituto, depois do carnaval Lula começará uma série de viagens pelo Brasil, que ele não classifica como reedição das antigas caravanas da cidadania. A primeira viagem será para Brasília, onde o ex-presidente encontrará com parlamentares da base aliada, como ocorreu logo após o início do governo Dilma Rousseff. "Vamos rever de novo este pessoal e vamos viajar mais pelo Brasil e aceitar os convites feitos", afirmou. Antes do carnaval, Lula viajará também para Cuba, Estados Unidos e República Dominicana. Além de participar de uma reunião da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), na Etiópia.

No sábado, 19, prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, também do PT, também descartou uma eventual participação de Lula na disputa presidencial. "Isso não é nem especulação. Isso é papo furado de quem não tem o que fazer", disse.

Encontro com Haddad. Okamoto considerou natural o encontro entre o ex-presidente o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, juntamente com seu secretariado, na semana passada. "Ele foi lá como alguém que administrou o País por oito anos. Se você fosse prefeito ou governador, não iria queria também a visita dele?", indagou Okamoto. E criticou a forma como setores da imprensa divulgaram o encontro.

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