Alex Silva/AE
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Candidata do PSTU afirma que PT é 'refém' de seus financiadores

Ana Luiza foi a quarta entrevistada da série Entrevistas Estadão

Guilherme Waltenberg, de O Estado de S. Paulo

21 de agosto de 2012 | 17h26

A candidata do PSTU à Prefeitura de São Paulo, Ana Luiza de Figueiredo, afirmou na tarde desta terça-feira, 21, durante a série Entrevistas Estadão que o PT "divorciou-se de sua história" ao fazer alianças com os adversários das classes trabalhadoras. "Na nossa opinião, (o PT) se corrompeu. Deixaram de ser representantes dos trabalhadores para serem representantes de si mesmos. E tem como financiadores de suas campanhas os mesmos que financiam o PMDB e o PSDB", disparou, emendando: "O PT virou refém de seus financiadores".

Na mesma linha defendida na sabatina realizada na terça-feira, 20, pelo candidato do PDT à Prefeitura de São Paulo, Paulinho da Força, Ana Luiza criticou a política do governo da presidente Dilma Rousseff com a classe trabalhadora. Na sua avaliação, várias categorias de trabalhadores federais de todo o País estão em greve por conta da política ' de arrocho salarial'.

Ana Luiza defende, ao invés de uma política de coalizão com outros partidos no País, a mobilização dos trabalhadores para mudanças sociais. "Trabalhadores com sua mobilização mudam as leis. Já derrubaram a ditadura e um presidente (Fernando Collor de Mello, em 1992)", constatou. E alega que a ausência de representantes do PSTU no Congresso se justifica porque, em sua opinião, o parlamento é uma instituição distorcida. "Consideramos que existe uma forma de representação (no País) que é a Câmara, o Congresso, (que) a nosso ver, (são) distorcidos. A nosso ver, os sindicatos, associações, elas representam o povo", pregou.

 

Assim mesmo, a candidata afirma que tem intenção de lutar por votos neste pleito. "Vamos lutar para vencer", garantiu. Se eleita, ela pretende estatizar os transportes e baixar o preço das passagens de ônibus para R$ 1. "Esse valor é possível", disse.

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