Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Câncer de Covas regride e equipe médica discute nova etapa do tratamento

Após oito sessões de quimioterapia, prefeito pode passar por cirurgia ou ser submetido a imunoterapia; foram localizados gânglios em tamanho maior do que em órgãos saudáveis

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2020 | 14h16

Após oito sessões de quimioterapia, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), apresenta regressão das lesões cancerígenas, sem sinais de tumores em dois dos três locais inicialmente atingidos, segundo a equipe do Hospital Sírio-Libanês que atende o prefeito. No entanto, foram localizados gânglios linfáticos maiores do que em órgãos saudáveis.

Leia o boletim completo no final da matéria. Covas foi submetido a nova biópsia. Depois que tiverem os resultados dessa biópsia, os médicos devem decidir qual será a etapa seguinte do tratamento, que pode incluir cirurgia ou imunoterapia.

Covas tinha tumores na cárdia (transição do estômago para o esôfago), no fígado e nos linfonodos. Ele foi submetido na manhã desta quarta-feira, 19, a uma ressonância, um pet scan e a uma ecoendoscopia. Segundo a equipe coordenada pelo infectologista David Uip, os exames não mostraram mais sinais dos tumores. 

"Alcançou-se o resultado máximo" previsto pelo tratamento, segundo o oncologista Túlio Pfiffer, que faz parte da equipe. Covas reagiu bem às seis primeiras sessões de químico, mas teve reações às duas últimas, o que era esperado, segundo os médicos, que evitam a palavra "cura".

"O resultado, sobretudo do ponto de vista do local onde a lesão se originou (a cárdia) e no fígado foi brilhante. As imagens ainda mostram alterações na região do linfonodo e por isso colhemos material de lá", disse o oncologista Artur Katz.

As análises apontaram que um linfonodo ainda estava em tamanho anormal, por isso foi feita a biópsia. Os resultados só devem sair no meio da semana que vem, pois dependem do tempo de reação dos tecidos aos produtos usados na análise. 

Os médicos evitaram comentar a respeito do futuro político do prefeito, que pretende disputar a reeleição. Covas continua com recomendação de evitar aglomerações, mas sem restrição a trabalhar. "A gente não para o tratamento para discutir política com ele", disse Katz.

Uip disse que a decisão de concorrer ou não é do prefeito. "O que cabe a nós é que ele possa fazer a melhor escolha possível."

 

BOLETIM MÉDICO

"O prefeito Bruno Covas completou com sucesso a etapa de tratamento com quatro meses de quimioterapia. Hoje foram realizados exames de controle que evidenciaram regressão da lesão esôfago gástrica e da lesão hepática. Como os linfonodos ainda permanecem aumentados, foi realizada uma biópsia.  O resultado completo desta biópsia de linfonodo deverá ficar pronto nos próximos dias e vai ser fundamental para definição das próximas etapas do tratamento.

Bruno Covas recebe alta hoje, no fim do dia, e segue apto a exercer suas atividades.

Dra. Maria Beatriz Souza Dias

Diretora Clínica"

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