Canadenses dizem que embargo foi precaução

Autoridades da Agência de Inspeção de Alimentos do Canadá e do Instituto de pesquisa Health Canada reiteraram nesta sexta-feira sua posição de que a proibição imposta às importações de produtos brasileiros à base de carne é uma precaução sanitária necessária. Brian Evans, veterinário-chefe da Agência de Inspeção de Alimentos do Canadá, disse que as matérias divulgadas pela imprensa canadense, citando um cientista não identifidado da Health Canada que teria dito que o embargo à carne brasileira foi político, apresentava "erros factuais" e "ocultava" as medidas de segurança que o governo está tentando adotar para proteger os consumidores canadenses. "A carne brasileira não oferece mais riscos do que a de qualquer outro país. Por que não foram suspensas as importações da Austrália, da Argentina, da Índia ou de qualquer outro país de onde compramos carne? Por que o Brasil foi escolhido?", questionou o cientista, que pediu para não ser identificado. Evans ressaltou que o Canadá não importa produtos à base de carne da Índia e vem acompanhando relatórios detalhados sobre a carne da Austrália e da Argentina. Estes países foram considerados livres dos agentes que podem causar a "vaca louca" no homem. Evans disse ainda que uma equipe de inspetores canadenses, mexicanos e norte-americanos vai estar no Brasil na semana que vem para examinar a carne e os produtos brasileiros. O ministro da Agricultura do Canadá, Lyle Vanclief, disse nesta sexta-feira no parlamento canadense que o governo vai retirar a proibição imediatamente se os inspetores registrarem que os produtos brasileiros não oferecem risco. O ministro da Saúde canadense, Allan Rock, ressaltou que a medida foi adotada para proteger os consumidores e que não tem nenhuma relação com a disputa do setor aéreo entre os 2 países.

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