Campos vê com otimismo possível apoio do PPS

O governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB) se mostrou otimista nesta segunda-feira, 25, quanto à possibilidade de o PPS vir a apoiar o projeto nacional do PSB-Rede, com sua candidatura à presidência da República em 2014.

ANGELA LACERDA, Agência Estado

25 de novembro de 2013 | 14h32

"Acho que caminhamos bem nos últimos dias", afirmou ele, em rápida entrevista, depois de inaugurar um novo ambulatório no Hospital Barão de Lucena, na zona oeste do Recife, ao comentar a decisão dos congressos estaduais do PPS neste final de semana. "Nós ficamos muito felizes com a decisão que saiu não só em São Paulo, mas também no Espírito Santo, já apontando nesta direção (apoio ao PSB-Rede)".

Sem se referir aos Estados que tiveram decisão contrária - a exemplo do Rio de Janeiro - Campos disse que irá "aguardar tranquilamente" o debate interno do PPS para, "no tempo certo", o PSB-Rede poderem conversar com o PPS. Ele disse que deverá ter um encontro com o presidente nacional do partido, Roberto Freire, "nos próximos dias".

Presidente nacional do PSB, Campos reiterou que na próxima quinta-feira, 28, será lançado. na internet, o documento de referência do PSB-Rede sobre um programa de governo a ser debatido com a sociedade em todo o País. "Nosso pessoal desenvolveu uma plataforma que vai permitir que o debate, daqui para frente, possa ter a contribuição de pessoas da sociedade, da academia, do movimento social, que vão poder sugerir, apontar um olhar de cada região do Brasil, de cada ponto, que será importante para a construção do programa de governo do PSB e da Rede".

Morte criança

O governador delegou ao secretário estadual de Saúde, Antonio Figueira, comentar a possibilidade de o Estado de Pernambuco vir a ser processado como responsável pela morte de uma criança que tinha o remédio prescrito para seu tratamento fornecido - por decisão judicial - pelo Estado. Houve atraso na entrega do medicamento e a criança morreu neste fim de semana. O Ceprotin é fabricado por uma única empresa, no continente europeu.

O menino, de um ano e quatro meses de idade, sofria de trombofilia, deficiência rara na coagulação por falta de proteína C. Ele já havia perdido a visão e parte do pé antes da prescrição médica do Ceprotin, que passou a ser fornecido pelo Estado em dezembro do ano passado. Figueira lamentou o óbito e assegurou ter havido todo o empenho no fornecimento do medicamento, que, segundo ele, não tem eficácia comprovada. No Brasil há apenas um outro caso de prescrição do Ceprotin, na Bahia, Estado que chegou a emprestar o medicamento a Pernambuco.

A burocracia para a importação do medicamento, aliado à mudança da posologia - de duas para quatro ampolas diárias - foram apontadas como o motivo do atraso. O Estado chegou a fornecer 780 ampolas, com gasto de R$ 2 milhões. Os pais da criança, Eduardo e Gerleyne Lacerda moram em Escada, na zona da mata Sul e estão revoltados.

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