Campos sugere oferta de transporte a eleitor no 2º turno

Preocupado com a possibilidade de alta abstenção na eleição do segundo turno, o governador reeleito com a maior votação proporcional do País, Eduardo Campos (PSB), defendeu o questionamento à Justiça, nos municípios, sobre a eventual necessidade de reforço de transporte para levar eleitores de áreas rurais até suas seções de votação. Onde não houver infraestrutura, a Justiça Eleitoral deve requisitar apoio dos poderes municipal e estadual.

ANGELA LACERDA, Agência Estado

20 de outubro de 2010 | 18h52

"Se o Brasil tem populações que estão dispersas no mundo rural, em situação de distância dos centros e locais de votação, é dever do Estado brasileiro dar as condições para que essa população chegue à urna e possa dizer quem quer para presidir o País", afirmou ele, em entrevista, nesta tarde, no Palácio do Campo das Princesas, ao lado do senador Renato Casagrande (PSB), eleito governador do Espírito Santo com a segunda maior votação do País.

Para Campos, todo Estado brasileiro deve ter essa preocupação. "Que isso aconteça aqui, em São Paulo, em Minas Gerais, no Acre, na Amazônia, em toda parte", disse. "Queremos ter uma presidenta bem votada, queremos ter a opinião de todos os brasileiros".

Ele citou o caso do município de Exu, no sertão pernambucano, que teve uma abstenção de 32% no primeiro turno. A média histórica nesta região é de 19%. O coordenador estadual da campanha de Dilma, o deputado federal eleito e ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT), está tomando a iniciativa de procurar a Justiça, através dos comitês municipais, nas áreas onde se verificou alta abstenção, inclusive em Exu.

"Que a coordenação procure saber com o juiz se não é o caso de pedir ao poder público municipal, estadual, o reforço do transporte para se garantir maior número de pessoas votando", reforçou o governador ao garantir que o governo de Pernambuco só espera a solicitação da justiça para colocar carros, pessoal e até avião à disposição do transporte de eleitores no dia 31. O governador lembrou que a legislação eleitoral não mais permite que partidos e candidatos levem eleitores às urnas.

Ele está convicto de que a sua candidata, Dilma Rousseff (PT), terá maioria esmagadora dos votos dos pernambucanos neste segundo turno da eleição. No primeiro ela conquistou 61%. O governador teve 82,8% e trabalha para que ela se aproxime deste mesmo porcentual. Renato Casagrande foi a Pernambuco conhecer o modelo de gestão do correligionário. Visitou o complexo portuário e industrial de Suape e viu apresentação do Pacto Pela Vida, programa que tem reduzido o número de homicídios no Estado.

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