Campos se diz favorável ao fim de doações de empresas para campanhas

Provável candidato do PSB à Presidência comentou julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a inconstitucionalidade das doações de pessoas jurídicas

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

13 Dezembro 2013 | 20h30

RECIFE - O governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB) afirmou nesta sexta-feira, 13, ser favorável ao fim das doações de empresas a campanhas eleitorais e disse também ser necessário uma forte repressão ao caixa 2 e a dinheiro sujo de campanha. "Tudo que vier para diminuir a presença do dinheiro na campanha política ajuda as forças políticas como a nossa, que nunca tiveram estrutura para fazer campanha".

Ele fez o comentário em rápida entrevista após um almoço com mais de 70 representantes de centrais e federações sindicais, na zona sul do Recife."Torço para que ganhe força um grande debate por uma reforma sistêmica", assegurou, ao reiterar que ao lado da redução dos recursos, "tem que vir também forte processo de repressão ao caixa 2 e ao dinheiro sujo na campanha". O governador afirmou ainda que sempre foi favorável à redução dos custos de campanha.

Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal começou a julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade protocolada pela Ordem dos Advogados do Brasil questionando a doação de pessoas jurídicas a campanhas eleitorais. Ao todo, quatro ministros já votaram pela inconstitucionalidade das doações, mas o julgamento foi suspenso na quinta-feira após o ministro Teori Zavascki pedir vista.

Participaram do encontro, em um almoço no bairro de Boa Viagem zona sul da capital, mais de 70 líderes sindicais de 14 confederações de trabalhadores, oito federações e seis sindicatos, numa representação de cerca de 40 milhões de trabalhadores, de acordo com o secretário nacional sindical do PSB, Joílson Cardoso.

Demandas. Um documento com 16 reivindicações foi entregue a Campos pelo coordenador nacional do Fórum Nacional dos Trabalhadores, Lourenço Prado. Entre elas, reforma agrária e segurança alimentar, redução da jornada de trabalho para 40 horas, reestruturação do Ministério do Trabalho, reforma tributária e política.

O encontro terá desdobramentos, segundo Joílson Cardoso. Em janeiro a discussão será aprofundada pelo sistema confederativo do Brasil com o PSB e, em fevereiro, será realizado um seminário quando os sindicalistas apresentarão uma plataforma ao presidenciável.

Estiveram presentes a Confederação dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Força Sindical, Nova Central e União Geral dos Trabalhadores (UGT), assim como representantes dos trabalhadores nas áreas do comércio, indústria, alimentação, empresas de crédito, construção civil, a hotelaria, turismo, saúde, transporte, policiais civis, trabalhadores rurais, profissionais liberais, químicos, aposentados, servidores públicos.

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