Campos rejeita debate eleitoral 'na base do nós e eles'

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, discursou como candidato para uma plateia de cerca de 200 investidores e empresários britânicos na manhã desta quinta-feira, 07, em Londres. Em seminário para apresentar oportunidades de negócios em solo pernambucano, o presidenciável do PSB apresentou seu Estado aos presentes, mas aproveitou para apontar problemas do atual governo federal e defender o rumo do debate para as eleições presidenciais de 2014.

FERNANDO NAKAGAWA, CORRESPONDENTE, Agência Estado

07 de novembro de 2013 | 12h13

"Não podemos viver uma eleição apenas na base do nós e eles. Vamos fazer um debate consistente com a agenda nacional que está interditada. Não é uma agenda do próximo governo, é um debate de uma geração", disse Campos aos jornalistas após o evento. "Não quero ter a visão rasa eleitoralista ou a visão medíocre de que está tudo uma beleza, nem de que tudo está uma desgraça, que tudo está ruim. É preciso ter objetividade", completou.

O governador pernambucano defende que o debate eleitoral de 2014 reconheça avanços, sem esquecer que há expectativas da sociedade que ainda esperam respostas. O presidenciável defende que três temas devem ser protegidos: os fundamentos macroeconômicos, a estabilidade econômica e a inclusão social. "Temos de ter consciência de que não podemos desconstruir o que custou caro para construir, como os fundamentos macroeconômicos, a estabilidade e a inclusão".

Apesar disso, frisou que há muito a ser feito. Para o governador, os protestos populares que lotaram as ruas em meados do ano ainda não foram respondidos pelos governantes. "Algumas coisas tiveram resposta, como a desoneração do transporte ou os temas que o Congresso votou. Mas ainda há temas que esperam por resposta. A educação, por exemplo, não se cria uma resposta em um único governo. Na saúde também. Portanto, aquela pauta ainda está valendo", disse.

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