Campos promete boa escola a todos e mudanças na economia

O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos fez neste sábado, 28, suas primeiras promessas como candidato oficializado do PSB à Presidência da República. "Em nosso governo, todas as crianças e jovens terão vaga em boa escola pública em período integral. Quero ser cobrado por isso", afirmou durante convenção partidária em Brasília. "Só com o Brasil unido poderemos acabar com o apartheid da educação e com o abismo que separa a escola do rico e a do pobre".

CIRCE BONATELLI E DAIENE CARDOSO, Agência Estado

28 Junho 2014 | 13h05

Campos criticou o que chamou de "escalada da violência", que vitimou milhares de jovens nos últimos anos, principalmente os negros e pobres, frisou. "Ao final de quatro anos, teremos feito no Brasil o que fiz em Pernambuco: abaixar, ano após ano, os índices de violência do País", prometeu, citando a necessidade de um pacto com o poder judiciário, Estados e municípios. O candidato afirmou que também irá aprofundar as discussões sobre urbanismo e mobilidade, assuntos que são reivindicados nas principais capitais.

Atoleiro.

Em seu discurso, Campos taxou a situação econômica do País como um "atoleiro". "Só um Brasil unido poderá enfrentar o atoleiro em que se meteu a nossa economia. Juros lá no alto, inflação alta, indústria em queda, contas públicas fragilizadas. É um País que não merecemos depois de tanto esforço do povo brasileiro", afirmou. Campos se comprometeu com uma retomada do crescimento sustentável da economia brasileira e ainda pediu para ser cobrado por isso em seu governo, caso seja eleito. "Vamos botar a inflação para baixo e o crescimento pra cima", disse.

O ex-governador prometeu também uma reforma tributária em seu primeiro ano de governo e assumiu o compromisso de não elevar impostos. "Serei o primeiro presidente da Republica que não vai aumentar os tributos nesse país e que vai colocar a carga tributária numa descendente". Em seu discurso, o candidato do PSB mencionou ainda que vai "salvar os municípios brasileiros da quebradeira", e mudar a situação atual, em que prefeitos precisam se humilhar por "migalhas" em Brasília, de acordo com suas palavras.

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