Campos não tem limites, afirma fundador do PT

Coordenador de Ética do partido e petista próximo a Lula, Francisco Rocha diz que governador de Pernambuco trata seus aliados históricos com 'desonestidade'

O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2013 | 11h50

Um dos fundadores do PT e atual coordenador nacional da Comissão de Ética do partido, Francisco Rocha foi duro na crítica ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ex-aliado do governo federal. Em entrevista ao jornal Folha de Pernambuco, publicada nesta quinta-feira, 10, o petista afirmou que o provável candidato do PSB à Presidência "não tem limites" e que trata com "desonestidade" seus antigos aliados.

"Eduardo Campos não tem limites. E não é porque resolveu ser candidato a presidente. Mas a maneira como Eduardo tratou e vem tratando quem esteve com ele a vida inteira na política é de uma desonestidade tão grande que eu não saberia calcular a dimensão disso", afirmou Rocha, petista próximo do círculo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a interlocutores teria manifestado opiniões parecidas sobre o pernambucano.

Em setembro, Campos anunciou que entregaria os cargos ocupados no Planalto por integrantes do PSB e no último fim de semana aliou-se à ex-senadora Marina Silva. A presidente Dilma Rousseff, que tentará reeleição, evitou comentar a aliança, mas nessa quarta, 10, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, atacou a parceria.

Campos deixou a base aliada para evitar choques com o projeto presidencial do PSB. Na entrevista, Rocha manifestou sua indignação. "A maneira como Eduardo tratou e vem tratando quem esteve com ele a vida inteira na política é de uma desonestidade tão grande que eu não saberia calcular", disse Francisco Rocha.

O petista atacou ainda as alianças do pernambucano com os ex-senadores Jorge Bornhausen (ex-DEM e ex-PSD) e a Héráclito Fortes (ex-DEM). "No momento que se agarra com Bornhausen, Jarbas Vasconcelos, Heráclito Fortes, essas companhias... não tem condições", afirmou.

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