Campos minimiza críticas sobre Dilma: 'Não foi minha intenção'

Interlocutores presentes em evento fechado na segunda-feira, 26, avaliaram que o governador de Pernambuco (PSB) foi duro nas críticas à presidente; seu partido ainda integra base do governo

Beatriz Bulla, Lilian Venturini e Ricardo Leopoldo, O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2013 | 13h37

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), possível candidato à eleição presidencial em 2014, disse que não considera ter utilizado um tom mais duro com relação à presidente Dilma Rousseff em palestra a empresários nessa segunda-feira, 26, na capital paulista. "Não foi essa minha intenção, de forma nenhuma", disse Campos, ao deixar o Salão Internacional da Avicultura, na manhã desta terça-feira, 27.

"O que eu falei é o que eu sempre venho falando, falei o que eu acho, uma avaliação, e respeito quem tem avaliação diversa disso", disse Campos. A percepção de interlocutores presentes no evento dessa segunda-feira, fechado à imprensa, foi de que o governador foi mais incisivo nas críticas à presidente do que costuma ser em eventos desse tipo, sugerindo que Dilma não apresenta um caminho para o Brasil e que perdera a chance de criar uma recuperação positiva depois das manifestações populares de junho.

Desde terça em São Paulo, Campos vai na tarde desta quarta a Santos para participar do fórum Santos Export e depois retorna a São Paulo para gravar uma participação no Programa do Ratinho, no SBT, por onde já passaram a ex-senadora Marina Silva e o senador tucano Aécio Neves, seus possíveis adversários na disputa de 2014.

Indagado pelo Broadcast Político, Campos disse não se sentir em condições de opinar sobre o pedido de registro do partido Rede, feito nessa terça-feira ao TSE por Marina Silva. A ex-senadora foi ao TSE mesmo sem ter ainda o mínimo de assinaturas validadas."Quanto ao pedido, não posso falar sobre ele porque eu não conheço", disse Campos. Ele se limitou a comentar que o PSB "desde o início se colocou de maneira clara não só no Parlamento, mas foi ao Supremo Tribunal Federal torcendo para que ela e os companheiros que queiram formar a Rede tenham as condições de fazer e expressar suas opinião".

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