Campos lamenta debate político sobre acidente em BH

O candidato do PSB à presidência da República, Eduardo Campos, considerou, neste sábado (5) "lamentável" a troca de acusações entre o governo federal e a prefeitura de Belo Horizonte, cujo prefeito Márcio Lacerda é do seu partido, em torno da responsabilidade sobre a queda do viaduto na capital mineira, que vitimou duas pessoas.

VALMAR HUPSEL FILHO E ALINE BRONZATI, Agência Estado

05 de julho de 2014 | 18h38

"É lamentável esse debate. Chega a ser um desrespeito às vidas que perdemos. A responsabilidade é de todas as autoridades de fazer apuração para ter a responsabilidade objetiva e do ponto de vista judicial", disse.

Acompanhado de sua candidata a vice, Marina Silva, Campos visitou neste sábado a abertura da Feira do Japão, no Centro de Exposição de Imigrantes, em São Paulo. Na véspera do dia determinado pela Justiça Eleitoral para o início da campanha eleitoral, Campos e Marina apenas circularam pelos estandes da feira, cumprimentando e tirando fotos.

No contato com os frequentadores da feira, Marina era visivelmente a mais conhecida dos dois e a mais assediada. "Com certeza, no dia da eleição, nos teremos o conhecimento de 100% do Brasil, das opções que vão ser oferecidas ao Brasil, das nossas ideias. Sobretudo, mostrando que é possível mudar o Brasil para melhor, que o Brasil tem jeito e que tem gente no Brasil tentando mostrar à sociedade que com coragem a gente faz a mudança para valer", disse.

Campos e Marina iniciarão a campanha oficial em uma comunidade próxima a Brasília. "A partir dali, vamos andar o Brasil. A partir do dia 19 de agosto vamos ter televisão aberta fazendo propaganda eleitoral para que possamos divulgar nossas ideias, pensamentos, aliança", disse.

Gastos de campanha

Das três principais candidaturas à Presidência, a aliança PSB/Rede foi a que estimou menor limite de gasto de campanha. À Justiça eleitoral, Campos estimou um teto de R$ 150 milhões, enquanto o candidato tucano Aécio Neves declarou estimativa de R$ 290 milhões e a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, fixou limite de R$ 298 milhões. "Vamos fazer uma campanha que é baseada nas ideias, uma militância espontânea, uma campanha que tem muitos voluntários. Estamos fazendo o debate do plano de governo numa plataforma na internet há cerca de seis meses com pesquisadores, cientistas, militantes do movimento social que têm contribuído voluntariamente com suas ideias", disse.

Campos afirmou ainda que pretende convocar a "sociedade indignada" pelas redes sociais "a transformar a indignação em atitude de mudança".

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