Campos lamenta críticas a sua proposta para royalties

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), lamentou que sua proposta de acordo para a questão dos royalties do petróleo tenha sido interpretada como eleitoreira por políticos fluminenses e integrantes do governo federal.

ALFREDO JUNQUEIRA, Agência Estado

14 de março de 2013 | 19h21

Campos foi um dos articuladores da aprovação pelo Congresso Nacional da lei que estabeleceu uma nova distribuição dos royalties do petróleo, inclusive dos campos que já estão em operação. O novo sistema retira receitas de Estados produtores - Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo -, que já anunciaram que vão contestar no Supremo Tribunal Federal (STF) as mudanças no sistema de pagamento das compensações.

Na terça-feira (12), Campos propôs um acordo em reunião com outros governadores em Brasília para tentar evitar que a disputa seja definida pelo Poder Judiciário. "Esse é um dos problemas de antecipar o debate eleitoral, que eu fui sempre contra. É que tudo o que se vai discutir no Brasil vira um debate eleitoral agora", disse o governador de Pernambuco.

"Quem fala dessa forma está dando razão à tese que sempre defendi, que em 2013 a gente tinha que cuidar de 2013, e não de 2014. Tem muita gente entendendo que propor esse entendimento é positivo para o País", afirmou Campos, nesta quinta-feira à tarde, logo após participar de um almoço com empresário na sede da Confederação Nacional do Comércio, no Rio.

Apesar da proposta de acordo para a questão dos royalties ter sido bem recebida por alguns dos governadores reunidos em Brasília, Campos foi bombardeado por críticas. As mais explícitas vieram do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), deputado Paulo Melo (PMDB).

Aliado do governador fluminense, Sérgio Cabral Filho (PMDB), o parlamentar divulgou nota em que acusa Campos de liderar, "de forma irresponsável, a quebra do pacto federativo, colocando estado contra estado".

"Naquele momento, Campos já sabia que esta manobra era ilegal e inconstitucional. Ainda assim, não aceitou diálogo em momento algum, radicalizando o discurso e as ações. Agora, por motivos de ordem político eleitoral, o governador de Pernambuco muda sua postura propondo uma negociação", acusou o presidente da Alerj.

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